1.
Quando
é que este mau tempo finalmente acaba?
Primeiro veio a depressão Ingrid, depois vieram as tempestades Joseph
e a Kristin e, agora, estamos a braços com a chuva copiosa trazida pela Leonardo
e já se anuncia a Marta – mas afinal quando é que este mau tempo vai ter
fim em Portugal?
Prevê-se
que melhoras de tempo que se vejam, apenas se verifiquem após o Carnaval, ou
seja na última semana do mês de Fevereiro.
2.
Amanda Lima para o Diário de Notícias percorreu, após as tempestades, o interior da região de Leiria, e verificou que os habitantes continuam a sentir-se “esquecidos”: «Se falta energia elétrica, sinal de telefone e água, sobra solidariedade. Doações e voluntários chegam de todos os lados, mas a reconstrução ainda é longa».
3.
«Após
a passagem da depressão Kristin, houve centros de saúde de Leiria que tiveram
de fechar, não só pelos danos materiais, falta de energia e de água, mas também
pela falta de profissionais, que tiveram também as suas casas destruídas, que
tiveram de ficar com os filhos em casa, por não terem outra alternativa, as
escolas fecharam, ou porque pura e simplesmente não conseguiam passar para
chegar ao local de trabalho pelas estradas cortadas. Foi assim em Leiria como
em outros locais da região centro e do oeste.
Mas,
ao final da tarde de terça-feira, dia 3, os profissionais da Unidade Local de Saúde
da Região de Leiria, que integra o Hospital de Santo André e centros de saúde
dos concelhos de Leiria, Marinha Grande, Porto de Mós, Pombal e Alcobaça ficaram
a saber, através de uma circular informativa do Conselho de Administração, que
as faltas teriam de ser justificadas, tendo que usar dias de férias ou horas da
bolsa de compensação para não terem perda salarial.
Ana
Mafalda Inácio no Diário de Notícias
4.
O
especialista em proteção civil Duarte Caldeira considerou esta quinta-feira que
a Proteção Civil comete os mesmos erros há 25 anos, estando as falhas
"todas identificadas", e defendeu que a responsabilidade pela
resposta à tempestade é nacional e local.
"A
Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no meu ponto de vista,
falhou naquilo que falha normalmente sempre há 25 anos. Eu recordo-me, faz 25
anos, a queda da ponte Hintze Ribeiro [Entre-os-Rios]. Desde então, os nossos
erros no sistema de proteção civil estão todos identificados e são todos
decorrentes de uma praga nacional que é a ausência de vocação para o
planeamento e para a ação", disse ao à agência Lusa o antigo presidente da
Liga dos Bombeiros Portugueses e dirigente do Centro de Estudos e Intervenção
em Proteção Civil.
5.
Alcácer
do Sal, Arruda dos Vinhos, Pombal e Golegã avisaram a Comissão Nacional de
Eleições que irão adiar a votação para a eleição presidencial, devido à
situação de calamidade em que se encontram.
6.
A
Autoeuropa interrompeu a produção nos turnos da noite de quarta a
sexta-feira devido à falta de componentes por problemas abastecimento
causados pelo mau tempo que assola o país.
7.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida,
adiantou que o Governo admite a entrada de mais imigrantes para
garantir mão-de-obra na reconstrução das zonas afectadas pela
tempestade Kristin, cujos prejuízos devem ultrapassar os quatro mil
milhões de euros. O governante adiantou que as empresas de construção civil e
obras públicas “estão disponíveis e interessadas em fazer o recrutamento de
mão-de-obra do exterior”.
8.
Luís
Montenegro falou ao país.
Puxou
dos galões para mostrar o que está a implementar.
Esqueceu
o que aconteceu nos primeiros dias da tragédia.
Para
além de prolongar o estado de calamidade até 15 de Fevereiro revelou, numa
clara cena de propaganda em que é especialista, que o apoio financeiro às
famílias que perderam rendimento, no valor de 12.900 euros, vai chegar "no
mais tardar até à próxima segunda-feira". Já as linhas de
crédito para empresas, de 1.500 euros,
"estão operacionais desde ontem", registando-se
candidaturas de "825 empresas" para apoios de mais de "204 milhões de
euros". E também os apoios aos agricultores estão "acessíveis",
existindo agora "1100 candidatos" para ajudas de mais de
84 milhões.
Acentuou
que a "rapidez" da resposta do Governo "não tem
precedentes", algo que sublinha "para que se tenha dimensão da tarefa
diante de nós". "Estamos mesmo a esgotar todas as nossas
possibilidades para acorrer às necessidades" e destacou que o Conselho de
Ministros aprovou um "regime excepcional para acelerar processos e
decisões", que, salienta, "nunca foi experimentado". "São
medidas temporárias, excepcionais para uma situação muito excepcional".
“O governo tem feito um
esforço enorme para mobilizar todos os recursos.
Nós não vamos deixar ninguém para trás".
9.
Mário de Carvalho no Público
“É
um Governo que nasceu na precariedade e só sabe viver na precariedade.»
Fontes:
Público
Diário de Notícias
Jornal de Notícias
Correio da Manhã
Lusa

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