No
Vértice da Noite
Adalberto Alves
Ilustrações: Figueiredo Sobral
Capa: Luís Nazaré Gomes
Argusnauta, Lisboa, Novembro de 2007
Movimento Perpétuo
À memória do Carlos Paredes
há dedos,
garras enclavinhadas
nos
corações na penumbra
e
assim podem sangras melancolia
amarinham
sobre silêncios
e
escamam a melodia
numa
costa perdida
onde
é febre à noite
quem
guia a incontinência dos dedos?
quem doma
a fúria do ranger?
só o
silêncio o sabe
porque
é música a dormir
a
pausa essa é apenas um sinal
inscrito
há face da partitura.
no ser
nada repousa
e
freme a luz que é pura.

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