«Luiz Pacheco envia-me um artigo que publicou em O Inimigo de 29 de Abril sobre o primeiro volume destes Cadernos. Melhor do que outros encartados críticos e observadores de olho de falcão, mostra ter compreendido porquê e para quem ando eu a escrever estas sinceridades. Ao postal e aos livros que também enviou, teve a delicadeza de juntar uma colecção de reproduções do Retábulo da Igreja de Jesus, de Setúbal. Só quem não conheça o Pacheco o julgará incapaz de atenções assim. Relendo O Teodolito, repassando os Textos Sadinos (o título é pouco feliz, o que ali está não tem nada que ver com o Sado), pensei: «Por que bulas infernais não está este homem traduzido em Espanha e outras partes?» Na verdade, andam aí uns quantos espertos a fingir de literatos marginais e de escritores malditos que nem chegam aos calcanhares do Pacheco, e prosperam, e são aplaudidos - enquanto uma das mais fortes expressões que conheço de uma vida e uma obra ao lado permanece desconhecida fora das fronteiras.»
José Saramago em Cadernos de Lanzarote, 2º volume
«Talvez seja o maior prosador da língua portuguesa,
talvez seja o mais corrosivo, aquele que maior número de inimigos tem, contudo
aqueles que o atacam talvez porque por ele foram mordiscados, não são
certamente os amadores transformados na coisa amada. Ser mordido por Luís Pacheco é ser vacinado contra o
grande mal da nossa literatura, a mediocridade a escrita piegas, a escrita a
metro para os prémios e outros afins.
Libertino, maldito, marginal, tudo do pior para uns e do melhor para outros, mas sobretudo um Anjo sobrevoando galáxias, rindo muito sendo muito feliz.»
João Carlos Raposos Nunes, contra capa de Textos Sadinos
«Eu não sou um marginal, porra. Sou um senhor.»
Luiz Pacheco numa entrevista a Pedro Castro em A Capital, Julho de 2005

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