segunda-feira, 6 de abril de 2026

NOTÍCIAS DO CIRCO

José Pacheco Pereira, ontem, no programa Princípio da Incerteza na CNN, abordando o lamentável discurso do presidente «daquela coisa», por ocasião do 50º Aniversário da Constituição de Abril, acusou André Ventura de recorrer a “todas as formas de mentira” - desde a falsidade direta à omissão e à sugestão enganosa -, rejeitando a ideia de que o discurso possa passar sem resposta.

“Eu tenho uma regra que é um insulto não se leva para casa, que é uma regra básica e como gosto do meu país e gosto de Portugal, não gosto, evidentemente, das pessoas que são moles. E o insulto aqui é de todas as pessoas que lutaram contra a ditadura antes do 25 de abril. Na intervenção do André Ventura, ele utilizou todas as formas de mentira”, afirmou.

Ao mesmo tempo lançou um repto a André Ventura:

«Organizemos um debate sobre estas coisas com as seguintes características. Duas eu acho fundamentais. Um debate dura pelo menos uma hora e a segunda é que cada afirmação que cada um de nós faça tem que ser documentada. Tem que ser documentada, porque não adianta estar a vir com coisas. Se eu disser que morreu este por causa daquilo, eu documento. Se eu disser que a violência nas colónias tem estas características, eu documento. E a mesma coisa espero que o André Ventura faça. Claro que havia uma outra regra que valorizava, eu termino já, que valorizava no fundo o debate, que era que não houvesse ataques pessoais, mas eu aceitarei essa regra se o André Ventura aceitar igualmente esta regra".

Muitos e variados são os que ajudaram «aquela coisa» ao que despudoradamente são. 

Alexandra Leitão, no mesmo programa da CNN:

«O Chega nem sequer mente ao que vem. Querem acabar com o regime que saiu do 25 de Abril e que está hoje consagrado na nossa Constituição. Querem outro regime e querem outra Constituição. E, portanto, é nestas três linhas que se insere o discurso e quebrando até um consenso que havia relativamente à Constituição de 76. Claro, teve sete revisões constitucionais, todas elas melhoraram o texto constitucional, é evidente que a revisão constitucional de 82 foi fundamental para por fim há aquele período transitório com o Conselho da Revolução. Isso é tudo verdade. Mas até o CDS, que agora se radicalizou para ser uma espécie de Chega 2, mas até o CDS sempre teve, sempre viveu neste regime, sem pôr em causa a Constituição de 76, apesar de originalmente ter votado contra ela. Agora é que se radicalizou a achar que a receita do Chega lhes vai servir a eles também. E quebram este consenso em torno da Constituição em nome da criação de uma quarta república, que eu duvido muito que se for algo gizado pelo Chega seja uma república democrática. Duvido muito".»

Muitos e variados são os que ajudaram «aquela coisa» ao que despudoradamente

são.»

Ficamos à espera, sem muita esperança, que resposta o presidente «daquela coisa»

irá dar!

Sem comentários: