José Pacheco Pereira, ontem, no programa Princípio da Incerteza na CNN, abordando o lamentável discurso do presidente «daquela coisa», por ocasião do 50º Aniversário da Constituição de Abril, acusou André Ventura de recorrer a “todas as formas de mentira” - desde a falsidade direta à omissão e à sugestão enganosa -, rejeitando a ideia de que o discurso possa passar sem resposta.
“Eu tenho uma regra que é um insulto não se leva para casa,
que é uma regra básica e como gosto do meu país e gosto de Portugal, não gosto,
evidentemente, das pessoas que são moles. E o insulto aqui é de todas as
pessoas que lutaram contra a ditadura antes do 25 de abril. Na intervenção do
André Ventura, ele utilizou todas as formas de mentira”, afirmou.
Ao mesmo tempo lançou
um repto a André Ventura:
«Organizemos um debate sobre estas coisas com as seguintes
características. Duas eu acho fundamentais. Um debate dura pelo menos uma hora
e a segunda é que cada afirmação que cada um de nós faça tem que ser
documentada. Tem que ser documentada, porque não adianta estar a vir com
coisas. Se eu disser que morreu este por causa daquilo, eu documento. Se eu
disser que a violência nas colónias tem estas características, eu documento. E
a mesma coisa espero que o André Ventura faça. Claro que havia uma outra regra
que valorizava, eu termino já, que valorizava no fundo o debate, que era que
não houvesse ataques pessoais, mas eu aceitarei essa regra se o André Ventura
aceitar igualmente esta regra".
Muitos e variados são os que ajudaram «aquela coisa» ao que despudoradamente são.
Alexandra Leitão, no mesmo programa da CNN:
«O Chega nem sequer mente ao que vem. Querem acabar com o regime que
saiu do 25 de Abril e que está hoje consagrado na nossa Constituição. Querem
outro regime e querem outra Constituição. E, portanto, é nestas três linhas que
se insere o discurso e quebrando até um consenso que havia relativamente à
Constituição de 76. Claro, teve sete revisões constitucionais, todas elas
melhoraram o texto constitucional, é evidente que a revisão constitucional de
82 foi fundamental para por fim há aquele período transitório com o Conselho da
Revolução. Isso é tudo verdade. Mas até o CDS, que agora se radicalizou para
ser uma espécie de Chega 2, mas até o CDS sempre teve, sempre viveu neste
regime, sem pôr em causa a Constituição de 76, apesar de originalmente ter
votado contra ela. Agora é que se radicalizou a achar que a receita do Chega
lhes vai servir a eles também. E quebram este consenso em torno da Constituição
em nome da criação de uma quarta república, que eu duvido muito que se for algo
gizado pelo Chega seja uma república democrática. Duvido muito".»
Muitos e variados são os que ajudaram «aquela coisa» ao que despudoradamente
são.»
Ficamos à espera, sem
muita esperança, que resposta o presidente «daquela coisa»
irá dar!
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