O 25 de Abril, “essa revolução miserável”
André Ventura
«Cada
pessoa na rua hoje vai mais do que comemorar, resistir. Resistir a quê? À
manipulação da memória da revolução do 25 de Abril, à cuidadosa transformação
da guerra colonial numa designação geográfica, a “guerra da África”, ou na
“guerra no Ultramar”, a comparações absurdas entre abusos pontuais e muitos
milhares de actos de violência e humilhação dia após dia, ano após ano, que
duraram 48 anos. Já para não falar dos massacres, execuções sumárias, “heróis”
assassinos que se especializaram em atirar granadas incendiárias contra
mulheres e crianças.
Resistir a quê? Ao Chega. As manifestações do 25 de Abril este ano serão contra
o Chega, contra o novo ambiente político de crueldade e agressão, e contra o
ataque à “revolução miserável” feito por aqueles que gostavam da
ditadura e das suas violências, por uma série de motivos, nenhum nobre e que
esconderam pela censura, corrupção e prepotências quotidianas.»

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