sábado, 15 de setembro de 2012

SÓ NÃO HOUVE LUGAR PARA OS FILHOS DA MÃE!








Foram não sei quantos mil.

Dia 29 de Setembro serão ainda muitos mais.
A onda não irá parar enquanto este governo troikista, com um remate forte e colocado, seja posto no olho da rua!
Um remate forte e colocado que os ponha a andar para o raio que os parta.
BASTA!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

QUE SE LIXE A TROIKA! QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS!


Acreditem mesmo, outros dias de luta vão acontecer, mas:

AMANHÃ É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS!

É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades e os nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braços e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.

Citado do apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos que se dirige a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias.
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Está em causa a dignidade das nossas vidas, está em causa a Democracia.
É preciso fazer qualquer coisa.
No imediato, gritar a nossa revolta.

QUEREMOS TOMAR NAS NOSSAS MÃOS AS DECISÕES DO PRESENTE PARA CONSTRUIR UM FUTURO!

DIVIDIRAM-NOS PARA NOS OPRIMIR. JUNTEMO-NOS PARA NOS LIBERTARMOS!

QUOTIDIANOS


A caminho de casa passo em frente dum restaurante modesto. à porta estava um cesto de caracóis com uma rede por cima. como a rede estava rota nalguns pontos alguns caracóis tinham já atravessado o arame que prendia a rede. os que conseguiam passar desciam pelo cesto fora até ao passeio. depois tentavam atravessar a rua.

Ana Hatherly, em 351 Tisanas, Quimera Editores, Lisboa 1997

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Lisboa.
Rua Veríssimo Sarmento.

À LUPA


O Governo está a pedir aos portugueses um esforço de redução do défice "na ordem dos 4,9 mil milhões de euros", valor quase seis vezes superior à redução necessária combinada com a troika.

Diário de Notícias

SARAMAGUEANDO


No número 3 de Blimunda, publicado no site da Fundação José Saramago, pode ler-se o texto, Jorge Amado vivo, escrito por José Saramago:

Escreverei sobre Jorge Amado como se estivesse vivo. Dizem-me que as suas cinzas, foram enterradas de baixo da mangueira a cuja sombra ele gostava de acolher-se lá no Rio Vermelho, mas cinzas, são cinzas, coisa nenhuma, muito mais têm pesado as palavras e o vento igualador, cedo ou tarde, tanto levou umas como outras. Por isso só quero falar de Jorge Amado vivo.

Um dia destes, Pilar e eu, desembarcaremos na Rua das Alagoinhas, a visitar Zélia e a família. Sentar-nos-emos de baixo da mangueira, no banco do Jorge, e eu levarei para entreter a espera, A Descoberta da América pelos Turcos. Sim não necessitam dizer-mo, o livro tem poucas páginas, não vai dar para muito, mas sendo a obra acabada que é, pode-se voltar ao princípio uma vez e muitas, que sempre o encontraremos intacto.
Se o Jorge tardar, se não vier, será apenas porque se atrasou no caminho, demorou-se a conversar com algum amigo, foi o que foi, talvez o Carybé, talvez o Calasans. Esperaremos pacientemente. Não há perigo de que não apareça. Ele está vivo.


Num artigo publicado no Público de 10 de Agosto, Os Cem Anos de Jorge Amado e Portugal, o jornalista António Valdemar conta que terá insistido em propor a candidatura de Jorge Amado ao Prémio Nobel:

Coloquei a questão, directamente, num dos almoços no pequeno restaurante do Parque Mayer. Jorge Amado de imediato interrompeu-me e advertiu: “Duvido muito. Não tenho qualquer hipótese. Deixei de ser comunista mas recebi o Prémio Estaline, a medalha Lenine, as mais altas condecorações da União Soviética e nunca eliminei essas distinções, nem da minha bibliografia nenhum dos meus livros comunistas. Por tudo isto, nunca terei o Nobel. O Nobel vai ser para saramago…”
E concretizou com veemência: “ele é comunista, mas não tem, como eu tenho, obras de exaltação comunista. É isto que interessa à Academia Sueca. O tempo dirá…”
Dois anos depois, a profecia cumpriu-se. Jorge Amado ainda conseguiu comprovar o vaticínio e… felicitar Saramago.

Legenda: Jorge Amado e José Saramago na Casa de Calazans, 1996.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

UTILIDADES


Marilyn Monroe.
Caixinha para guardar comprimidos.

À LUPA


O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou, esta quarta-feira, no Parlamento que o Governo irá ainda tomar "algumas medidas temporárias" para alcançar a meta revista do défice de 5,0% para este ano, para além das medidas já anunciadas.

Jornal de Notícias

POSTAIS SEM SELO


Metade da actual população norte-americana deve ter sido concebida com um disco de Frank Sinatra a servir de música de fundo.

OLHAR AS CAPAS



His Way, A Biografia não Autorizada de Frank Sinatra

Kitty Kelley
Publicações Dom Quixote, Lisboa 1987

Para aqueles que foram tocados pela magia da música de Frank Sinatra, os seus laços com a Mafia nunca terão importância. Porque esses testemunharam um talento sem par e para eles isso é o suficiente. Tinham sido tocados por um cantor que, com a idade de setenta anos, ainda podia despertar desejos profundos. Durante cinquenta anos Frank interpretara o sentimento de uma geração, fazendo as pessoas regressarem a um tempo em que o amor era jovem e a vida cheia de promessas. Com uma tonalidade na voz que traía a sua própria dor e solidão. Frank tocava as suas almas, atingia os seus pontos fracos. Frank consolava-os e fazia-os sentir que os seus sonhos perdidos eram compreendidos, os seus desgostos de amor partilhados. As suas baladas eram o suporte dos seus romances – sedutoras, memoráveis, únicas. Mais do que qualquer outro cantor popular, Frank Sinatra tornou-se o marco do seu tempo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

DO BAÚ DOS POSTAIS


Miami.
Enviado no dia 1 de Setembro pela Matilde, Cristina e Miguel.

À LUPA


Uma fonte exclusiva e privilegiada de «o tempo das cerejas» revelou-nos que, na sua comunicação de hoje, o ministro Vítor Gaspar, em palavras muito pausadas e milimetricamente medidas, explicará o que se pode considerar justamente o segundo milagre de Fátima, ou seja como é que uma brutal redução dos rendimentos portugueses, afectando poderosamente o seu poder de compra e portanto o escoamento da produção destinada ao mercado interno, e criando drásticas e maiores dificuldades para a maior parte das empresas, com a consequente redução das receitas fiscais conduzirão a um pujante crescimento económico e a uma significativa diminuição do desemprego. «o tempo das cerejas» soube também que já amanhã uma comissão de peritos se reunirá no Vaticano para uma primeira avaliação deste milagre.

Vítor Dias em O Tempo das Cerejas 2

QUOTIDIANOS


João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


Carlos Drummond de Andrade do livro Alguma Poesia, citado de uma antologia de textos e poemas feita por Rita de Cássia Barbosa, Abril Cultural 1980.

À ESPERA DE QUÊ?



José Medeiros Ferreira escrevia, há dias,  que Pedro Passos Coelho começa a ser perigoso para o bom funcionamento da sociedade.

O homem é um mero cabeça de turco, um títere, a quem deram o brinquedo que lhe satisfaz as vaidades que durante tanto tempo perseguiu.

Mas o problema não é Passos Coelho.

O problema é o que está por detrás, o que está na sombra, os que lhe dizem que agora vai fazer assim, agora vai fazer assado.

Essa gente é uma cáfila com milhares de rostos.

Nomes também.

Esqueçamos o palhaço que colocaram na montra, nem sequer sabe o que anda a dizer e a fazer, e vamos lá atrás aos fundos do edifício, tirá-los do poleiro, acabar-lhes com a bazófia.

Disse-o, de uma outra maneira, Jerónimo de Sousa no comício da Festa do Avante.

Eles não são principiantes! Eles são mestres na arte da exploração dos trabalhadores e dos povos, para servir os senhores do dinheiro. Na sua maioria cursaram e fizeram tirocínio nas escolas do pensamento neoliberal, nos alcatifados da União Europeia e nas mais afamadas administrações dos grupos económicos e das grandes instituições financeiras, cujas portas estão sempre abertas a um regresso, depois de uma “sacrificada comissão de serviço público”. Eles são peritos na arte da mistificação. Eles nunca se enganam na receita e o feitiço nunca se vira contra eles, nem contra os interesses que servem, mas contra os trabalhadores, contra o povo.

Sim, estamos à espera de quê?

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

À LUPA


Para o mexilhão foi concreto, para outras espécies mais sofisticadas foi vago.
Marcelo Rebelo de Sousa, sobre as últimas medidas do governo, na TVI . 

RESPONSABILIDADES



O líder do PSD defendeu a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia portuguesa. Pedro Passos Coelho considera que isso é necessário, para que não continuem a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles. Durante um jantar em Viana do Castelo, promovido pelo PSD de Barcelos, o presidente social-democrata sublinhou que o país precisa de uma cultura de responsabilidade.

Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções, referiu Pedro Passos Coelho.

Não é apenas a responsabilidade eleitoral, porque essa também virá”, prosseguiu Passos Coelho “ Com certeza quem apresenta maus resultados deve pagar eleitoralmente pelos maus resultados, mas o país não desenvolve uma cultura de responsabilidade só com o resultado eleitoral adiantou.

Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se, referiu.

Para o líder social democrata, não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles". "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?, questionou.

Nota do editor: esta notícia sobre Pedro Passos Coelho, encontrada no Arrastão, data de 6 de Novembro de 2010, era José Sócrates primeiro-ministro.

POSTAIS SEM SELO


A moral, tomo todas as outras espécies de ordem, tem origem na coacção e na violência! Um grupo de homens que alcançam o poder apenas impõem aos outros prescrições e princípios que lhes asseguram o poder. Ao mesmo tempo, agarram-se àqueles que lhe deram o poderio. Tornam-se exemplares. Modificam-se em consequência das resistências. Naturalmente, é mais complicado do que aquilo que é possível explicar nalgumas palavras e, finalmente, visto que isso não se consegue sem a intervenção do espírito, nem mesmo graças a ele, mas sim pela prática, chega-se a um entrelaçado que se estende a perder de vista por cima de tudo, aparentemente tão autónomo como o céu de Deus. Daí em diante tudo se relaciona com esse círculo, mas esse círculo não se relaciona com nada. Isto é: todas as coisas são morais, excepto a própria moral!...


Robert Musil

Legenda: não foi possível identificar a origem/autor da fotografia.

MARCADORES DE LIVROS

domingo, 9 de setembro de 2012

À LUPA


Este governo é de uma crueldade sem limites, com um profundo desprezo pela desgraça dos sacrificados e pelos limites constitucionais à sua actuação. E a crueldade deliberada, como diz a personagem de Blanche Dubois no Um Eléctrico chamado Desejo, é a única coisa que é insusceptível de ser perdoada. Os eleitores portugueses nunca perdoarão ao PSD o que este Governo lhes está a fazer.

Luís Menezes Leitão no Delito de Opinião.

CONSELHOS ÚTEIS


Encontrado na montra de um antiquário.

PREFERÊNCIAS E GOSTOS DE JORGE AMADO




A parte final do livro de Jorge Amado, De Como o Mulato Porciúncula Descarregou Seu Defunto, é constituída por excerto de entrevistas  que o autor deu a jornais e revistas.

- Que  livro gostou mais de escrever?

- Qualquer dos meus livros.

- Personagem dos seus livros de que mais gosta:

- Nacib de Gabriela Cravo e Canela.

- Dos seus livros o preferido?

- Mar Morto.

Jorge Amado era um apaixonado pela comida e por vinhos.

As suas diversas vindas a Portugal traduziam-se em paragens por tascas e restaurantes simples, como Os Caracóis da Esperança na Rua da Esperança, em Lisboa, comer queijinhos frescos na Olaria de João Franco, no Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira e tinha pela comida minhota uma predilecção especial.

 Tudo começava ao balcão do Natário, em Viana do Castelo, com uma empada e uma malga de vinho verde, pelava-se de gozo pelos bacalhaus da região e não prescindia nunca de uma cabidela de galo, vulgo pé descalço.

Em 11 de Março de 1993, almoçou com Miguel Torga. No seu Diário, volume XVI Torga deixa registo:

Almoço com Jorge Amado. Perdiz brava de Montesinho, posta mirandesa e tinto maduro do Doiro. Ementa a preceito, em homenagem à humanidade do escritor que na minha admiração parece ter aliado harmoniosamente, na vida e na obra, o calor da urbanidade baiana à grandeza da alma transmontana. A dizê-lo assim simplesmente. Arrisco-me a ser mal interpretado, mas foi o que senti justificadamente durante aquelas três horas, íntimas, simples, fraternas, sem literatura, só gustativas, de preito e comunhão.

sábado, 8 de setembro de 2012

QUOTIDIANOS



Mexeram nas gorduras do estado?
Mexeram nas PPP?
Criaram impostos sobre o capital, e a riqueza?
Não!
Das decisões determinadas pela troika, o governo só tem aplicado medidas que têm vindo a penalizar os reformados e os trabalhadores, que têm redundado em cortes de salários, cortes de subsídios, impostos e mais impostos, já para não falar em todas as leis que foram criadas e que retiraram ao Trabalho toda a sua dignidade.
São sempre os mesmos a pagar e a sofrer.
Mentiras sobre mentiras, determinaram o golpe de estado económico com que Passos Coelho presenteou, ontem, os portugueses.
Será nas ruas que o povo e os trabalhadores terão de dar a competente resposta ao golpismo desta gente sem pinga de vergonha na cara.
Por onde anda o filho do Sr. Teodoro da Bomba de Gasolina, que jurou defender e fazer aplicar a Constituição?
Já regressou das férias no Algarve?

OLHAR AS CAPAS



Diário
Volume XVI

Miguel Torga
Edição do Autor, Coimbra Dezembro de 1993

Coimbra, 31 de Outubro de 1993

Estamos irremediavelmente perdidos. E já ninguém o ignora e cala. É um clamor uníssono que vai do Minho ao Algarve. Um dobre a finados de uma pátria sem esperança, que o poder não houve, ou finge não ouvir, a fazer-lhe discursos e a descerrar lápides, num desprezo olímpico pelo povo que em má hora o elegeu. Um povo que já foi senhor da sua vontade e dos seus actos, mas que muitos anos de obscurantismo, de inquisição e ditadura degradaram e perverteram, e agora, de novo tiranizado, insofrido e impotente, geme. Oiço este gemido insistente e generalizado, e fico transido. Dói-me em todos os recessos da alma acabar os dias com ele a ressoar-me nos ouvidos atentos e solidários, confrangido de apenas poder registar o desalento de uma colectividade que se deixa sistematicamente iludir, e beija agradecida a mão de quem cinicamente, nas horas eleitorais, lhe promete o paraíso e argamassa sem pejo em cada localidade a primeira pedra de uma escola, centro de cultura ou saúde, que nunca serão realidade. E que, depois de ser mais uma vez ludibriada, barafusta, perde a cabeça, corta as estradas e interrompe o trânsito, até que, a bastonadas paternais, recolhe a casa pacificamente, numa indignação envergonhada e vencida.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

LOGO, AO CAIR DA TARDE...



Preocupados com o pormenor do Cristiano Ronaldo andar triste, esquecemos o essencial: o que este governo nos anda a fazer. E vai continuar a fazer.

Como cantava o José Afonso é preciso ir para rua gritar, não apenas os lamentos nos corredores do supermercado, à mesa do café do bairro.

Nas últimas manifestações, contra as políticas do governo, estiveram milhares de pessoas, deviam ter estado mutos mais milhares.

Devíamos estar todos.

Os que sentem na pele o desastre que este governo é, o desastre das políticas da troika.

Porque nessas manifestações só não há lugar para os filhos da mãe.

Estou farto de lições de economia, estou farto de mercados, estou farto de tudo o que transformou a sobrevivência dos portuguese num pesadelo.

 E notem que podemos ir para a rua protestar e continuar a gostar do Cristiano Ronaldo.

 Não podemos é apenas nos preocuparmos com o Cristiano Ronaldo.

O que eles queram é futebol, dizia a ditadura do botas de Santa Comba.

Sim, gostamos de futebol mas prezamos, acima de tudo, a dignidade de uma vida que nos querem sonegar, de uma liberdade, deitar abaixo o que levantámos, pela qual, tantos lutaram e muitos morreram.

Lê-se, hoje, no Público on-line:

O primeiro-ministro vai anunciar às 19h15 desta sexta-feira novas medidas de austeridade destinadas a equilibrar as contas públicas, avançou esta tarde o Jornal de Negócios.
Também a RTP noticiou que Passos Coelho anunciar, a meia-hora do jogo da selecção portuguesa de futebol com o Luxemburgo,  novas medidas de austeridade numa declaração ao país.

O recorte que encima o texto, nem três meses tem.

 Velho como o mundo: aos políticos só um objectivo os move na vida: o poder.

Que por esse poder, extensível aos amigalhaços, de tudo são capazes.

Mas fomos nós que os elegemos.

Teremos que ser nós a pô-los na rua.

Já!

Amanhã é tarde!

POSTAIS SEM SELO


O corpo da mulher era assim. Se o contemplássemos detidamente, podíamos vê-lo mover-se ao ritmo do mundo, o ritmo profundo, a música por baixo da música, a verdade por baixo da verdade.