1.
Lê-se, e a primeira coisa que salta à vista, é que isto não pode estar a acontecer.
É mau de mais para que possa ser verdade.
Cavaco Silva disse hoje, em mais uma etapa da Viagem de Roteiro para a Juventude ter ficado um pouco surpreendido com os últimos números do desemprego, considerando excessivas as previsões de recessão para 2012, e que tem esperança que não se concretizem.
Cavaco foi professor de economia, foi durante 10 anos primeiro-ministro, está no segundo mandato como Presidente da República, tem assessores para tudo e mais alguma coisa.
Claro, de há muito sabemos, que não lê jornais mas, pelo menos, não vê a abertura de um qualquer tele-jornal para que possa ver o que vai pelo país, pelo mundo?
Será que, apenas, passa os serões a contar, com a esposa, os tostões do mealheiro?
E não haverá ninguém, naquele palácio, que lhe diga que não pode vir, cá para fora, dizer disparates destes?
Decididamente, isto não pode estar a contecer!...
2.
Portugal está no grupo de países com maiores desigualdades em termos de rendimento disponível das famílias, sendo o terceiro com maior desigualdade em rendimento de trabalhadores a tempo inteiro, diz a OCDE.
O relatório junta Portugal ao Chile, Israel, México, Turquia e Estados Unidos no grupo dos países com maiores desigualdades em termos de rendimento disponível das famílias, indicando que nestes países existe uma elevada concentração de rendimentos de trabalho, capital e trabalho independente, e que nestes países a taxa de pobreza é elevada.
3.
Duarte Marques , líder da Juventude Social Democrata disse, numa entrevista, que a resolução do problema do desemprego é uma questão de fé.
4.
Da crónica de Manuel António Pina no Jornal de Notícias de hoje:
A sondagem agora realizada pela Universidade Católica para a RTP comprova o pior: quase dois terços (62%) dos eleitores consideram mau ou muito mau o desempenho do Governo em funções, mas três quartos (73%), olhando em volta para as alternativas viáveis - que é como quem diz para o PS - não vê que valha a pena mudar de Governo por um outro que, com mais ou menos leis do aborto ou do casamento homossexual, faça exactamente a mesma coisa.
Quando os eleitores concluem que tanto dá votar como não votar porque o resultado será o mesmo, a democracia está gravemente doente e madura para qualquer aventura populista
Legenda: imagem tirada do Jornal de Notícias.
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