terça-feira, 1 de março de 2022

A UCRÂNIA VISTA DA PASTELARIA


 Gostava de ler as crónicas que  Ana Cristina Leonardo escrevia para a revista do Expresso, donde, suponho, tenha sido saneada.

Mas agora posso lê-las no suplemento Ipsilon do Público e, por vias travessas,  vim a saber que regressou às suas Meditações na Pastelaria.

Nem sempre concordo com o que escreve, mas isso é a história da minha vida de leitor.

Hoje, na Pastelaria, acabei por apanhar três apontamentos sobre a invasão da Ucránia.

O primeiro tem por título «Formas de Protesto Notáveis», diz respeito à fotografia que encabeça este texto, e conta-nos:

«Mulher russa vestida com as cores ucranianas no Metro de Moscovo. 

[Fotografia roubada a Hananya Naftali, no Twitter]»

O segundo tem por título «Pois, a Ucrânia não é a Síria e estes são os nossos refugiados», e diz assim:

«E quando se lêem as declarações do primeiro-ministro búlagro, Kiril Petkov, confirmamos que há mesmo refugiados de primeira e de segunda, e de terceira e etc.

«Estes refugiados não são os refugiados a que estamos habituados. Trata-se de pessoas que são europeias, pelo que nós e todos os países da UE estamos prontos a acolhê-las. São... pessoas inteligentes, pessoas educadas... Portanto, nenhum dos países europeus tem medo da onda de emigrantes que está para vir.»

E coisas destas passam pelo intervalo da chuva de balas!»

Por fim, «Invasão da Ucrânia: vítimas de guerra com tratamento diferenciado. Porra, meus!

«Às vezes penso que a Marguerite Duras tinha realmente razão: «Que le monde aille à sa perte».

A União Africana denuncia tratamento discriminatório de cidadãos africanos que tentam sair da Ucrânia. 

E se isto não é racismo, eu sou a Nossa Senhora de Fátima!»

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