Cinema.
O Eduardo Guerra Carneiro, poeta, jornalista, era um
tipo culto.
O cinema merecia especial atenção. Tem um livrinho
publicado, em Maio de 1999, pela Teorema, a que chamou Outras Fitas, pequenas histórias, memórias de fitas e outras
gentes.
«Um tom mais vago me dizes para ter.
Mais poético? As palavras? As cartas dizias? Talvezal à noite com o Oliveira a
assobiar de mansinho para disfarçar, a grande produção de sessenta e quatro em
Março estávamos, os dias de fuga. Ou a política, o regresso, a prisão? Mais
ambiguidade? Talvez a digressão com o teatro, as longas cartas do Zé Carlos, os
empregos, os livros, as lâminas, Outubro de sessenta e cinco no átrio de um
cinema. Quem estava lá?»
Quem estava no tal átrio de cinema?

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