sexta-feira, 21 de agosto de 2026

OS ITINERÁRIOS DO EDUARDO


 Cinema.

 O Eduardo Guerra Carneiro, poeta, jornalista, era um tipo culto.

O cinema merecia especial atenção. Tem um livrinho publicado, em Maio de 1999, pela Teorema, a que chamou Outras Fitas, pequenas histórias, memórias de fitas e outras gentes.

«Um tom mais vago me dizes para ter. Mais poético? As palavras? As cartas dizias? Talvezal à noite com o Oliveira a assobiar de mansinho para disfarçar, a grande produção de sessenta e quatro em Março estávamos, os dias de fuga. Ou a política, o regresso, a prisão? Mais ambiguidade? Talvez a digressão com o teatro, as longas cartas do Zé Carlos, os empregos, os livros, as lâminas, Outubro de sessenta e cinco no átrio de um cinema. Quem estava lá?»

Quem estava no tal átrio de cinema?

Lembra-se de um copo de cerveja clara, junto à barra mansa do British-Bar, enquanto esperava pela Bacall, dita a magricela.

Sem comentários: