sexta-feira, 12 de junho de 2026

OLHAR AS CAPAS


 A Sinceridade Política de Antero

Sant’Anna Dionísio

Imprensa Portuguesa, Porto 1949

«Na verdade, Antero queria a Justiça - mas acima, se não pudesse ser ao lado da Justiça, punha ele a Liberdade - aquela liberdade ontológica e sincera que todos os democratas verídicos solicitam e desejam para ficar e não para suprimir sob qualquer pretexto falacioso ou circunstancial. A inspiração profundamente ética e proudhoneana do seu pensamento afastava-o radicalmente das soluções puramente economistas. Quer dizer; Antero, se hoje fosse vivo, abominaria o totalitarismo sob qualquer forma que ele se lhe apresentasse, no ar que respirasse ou ainda em indecisa nuvem na linha do horizonte. Tanto assim, que nos legou certas afirmações que não esquecem mais - embora o Sr. M.M, na sua embófia de político empírico, sabidíssimo, citadinamente ria. Por exemplo, estas:

A grande revolução só pode ser uma revolução moral e essa não se faz de um dia para o outro…» 

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