A Sinceridade Política de Antero
Sant’Anna
Dionísio
Imprensa
Portuguesa, Porto 1949
«Na verdade, Antero queria a
Justiça - mas acima, se não pudesse ser ao lado da Justiça, punha ele a
Liberdade - aquela liberdade ontológica e sincera que todos os democratas
verídicos solicitam e desejam para ficar e não para suprimir sob qualquer pretexto
falacioso ou circunstancial. A inspiração profundamente ética e proudhoneana do
seu pensamento afastava-o radicalmente das soluções puramente economistas. Quer
dizer; Antero, se hoje fosse vivo, abominaria o totalitarismo sob qualquer
forma que ele se lhe apresentasse, no ar que respirasse ou ainda em indecisa
nuvem na linha do horizonte. Tanto assim, que nos legou certas afirmações que
não esquecem mais - embora o Sr. M.M, na sua embófia de político empírico,
sabidíssimo, citadinamente ria. Por exemplo, estas:

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