Num bosque que das ninfas se habitava,
Sibela, ninfa linda, andava
um dia;
E, subida em uma árvore
sombria,
as amarelas flores
apanhava.
Cupido, que ali sempre
costumava
a vir passar a sesta à
sombra fria,
em um ramo o arco e setas
que trazia,
antes que adormecesse,
pendurava.
A ninfa, como idóneo tempo
vira
para tamanha empresa, não
dilata,
mas com as armas foge ao
Moço esquivo.
As setas traz nos olhos,
com que tira.
Ó pastores! fugi, que a
todos mata,
senão a mim, que de
matar-me vivo.
Luís
de Camões em Sonetos
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