segunda-feira, 1 de junho de 2026

OLHAR AS CAPAS

Álvaro Cunhal

«Daniel», o Jovem Revolucionário

(1913-1941)

Volume I

José Pacheco Pereira

Capa: António Rochinha Diogo

Temas e Debates, Lisboa Maio de 1999

Quando Álvaro Cunhal chegou a Lisboa a seguir ao 25 de Abril, era um homem com mais de sessenta anos. Com esta idade, tinha atrás de si uma vida e uma experiência sem qualquer paralelo com outro dirigente partidário português, Era o único que estava politicamente activo desde o início da ditadura e que somava as três componentes de experiência da oposição: dirigira um partido clandestino no interior, sofrera uma longa pena de prisão e conhecera o exílio.

Álvaro Cunhal foi o único dirigente da oposição portuguesa que, dos marinheiros revoltosos de 1936 aos operários grevistas de 1943, ais esquerdistas dos anos sessenta, a Jaime Cortesão, Bernardino Machado, Bento de Jesus Caraça, Mário Soares, Humberto Delgado – no plano nacional – e a Suslov, Ponomarev, Brejnev, Santiago Carrilho, Jacques Duclos, Fidel de Castro, Berlinguer -  no plano internacional – teve um papel efectivo: foi um actor dos acontecimentos e não um espectador cerimonial. Em nenhum outro político português se condensa melhor a atribulada história do Portugal que sempre recusara Salazar. 

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