Álvaro
Cunhal
«Daniel»,
o Jovem Revolucionário
(1913-1941)
Volume
I
José Pacheco Pereira
Capa:
António Rochinha Diogo
Temas
e Debates, Lisboa Maio de 1999
Quando
Álvaro Cunhal chegou a Lisboa a seguir ao 25 de Abril, era um homem com mais de
sessenta anos. Com esta idade, tinha atrás de si uma vida e uma experiência sem
qualquer paralelo com outro dirigente partidário português, Era o único que
estava politicamente activo desde o início da ditadura e que somava as três
componentes de experiência da oposição: dirigira um partido clandestino no
interior, sofrera uma longa pena de prisão e conhecera o exílio.
Álvaro Cunhal foi o único dirigente da oposição portuguesa que, dos marinheiros revoltosos de 1936 aos operários grevistas de 1943, ais esquerdistas dos anos sessenta, a Jaime Cortesão, Bernardino Machado, Bento de Jesus Caraça, Mário Soares, Humberto Delgado – no plano nacional – e a Suslov, Ponomarev, Brejnev, Santiago Carrilho, Jacques Duclos, Fidel de Castro, Berlinguer - no plano internacional – teve um papel efectivo: foi um actor dos acontecimentos e não um espectador cerimonial. Em nenhum outro político português se condensa melhor a atribulada história do Portugal que sempre recusara Salazar.
.jpg)
Sem comentários:
Enviar um comentário