Página 558 do 2º volume da Biografia de Álvaro Cunhal:
«E foram também intelectuais comunistas
que traduziram esteticamente o carácter «heróico» do momento. O conjunto de canções que
Fernando Lopes-Graça compôs, no entusiasmo dos dias iniciais do MUD, foram
talvez a mais importante herança simbólica de um movimento que parecia
imparável e em que tudo parecia possível.
Vieram a ser publicadas na Seara Nova, nos finais de 1945 com poemas de José
Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira e Arquimedes da Silva Santos, todos
militantes ou simpatizantes comunistas. Uma canção intitulada «Companheiros, Unidos!» era apresentada como «hino
do MUD», falava de «um combate que vença e que mate – servidão, reacção,
escuridão!». Mas a que ficou mais célebre foi «Jornada», com letra de
José Gomes Ferreira, que se tornou o verdadeiro hino da oposição portuguesa
popularizado que foi pelo MUDJ».

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