Nós defendemos o fado, portanto, o fado porque é uma manifestação da arte popular e porque é um meio de propaganda bastante sensível às camadas proletárias. Dentro deste ponto de vista, consideramos que os antifascistas devem desenvolver e elevar os elementos artísticos que o fado contém, libertando-o de todas as influências estranhas com que os inimigos da cultura popular e dos interesses do povo procuram corrompê-lo. O fado é do povo! Façamos, pois que o fado não exprima dó passivamente o sofrimento do povo, mas reflicta as suas aspirações e indique oi caminho a seguir.
Avante!, 1937
em 1º volume da biografia de Álvaro Cunhal de José Pacheco Pereira.

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