No dia 1 de Junho de 1926, em Los Angeles, nascia Norma Jeane Mortensensen que o mundo, mais tarde, passaria a conhecer como Marilyn Monroe.
Apesar
do muito e muito que se escreveu, nem tudo se sabe sobre Marilyn.
Marilyn
Monroe deixou um inventário que inclui fotografias, recortes de jornais,
poemas, frases, cartas, notas várias.
Os
papeis e fotografias datam de 1943, e vão até aos dias que antecederam a sua
morte.
Parte de todo este material foi publicado em livro. Os editores chamaram-lhe Fragments: Poems, Intimate Notes, Letters.
Do mundo de lendas que sempre envolveram, e envolvem, Marilyn, conta-se que um dia, em conversa com um amigo, terá tirado do bolso, um pequeno diário de capa vermelha a que chamava o seu livro de segredos.
Nesse livrinho, entre muitas outras coisas, falava dos planos de Kennedy para matar Fidel de Castro, de testes atómicos, das relações de Frank Sinatra com a Máfia, do movimento dos negros pelos direitos de igualdade, conversas que Marilyn ouviu enquanto conviveu com os Kennedys.
Naturalmente este livro de segredos não consta de Fragments: Poems, Intimate Notes Letters.
Diz, quem já o leu, que Fragments, não é a essência da literatura, mas permite concluir que Marilyn não foi, exclusivamente, a loura burra que que a indústria de Hollywood construiu e impingiu à opinião pública de todo o mundo.
«Um símbolo sexual torna-se
um objecto. Eu detesto ser um objecto», disse a actriz.
O escritor António Tabucchi (1943-2012), escreveu o prefácio para a edição francesa do livro, e observa:
No interior deste corpo
vivia a alma de uma intelectual e poeta de que ninguém tinha um pingo de
suspeita.
Para
a música desta manhã vamos buscar algumas canções de Marilyn:

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