sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OLHAR AS CAPAS


À Lareira, Nos Fundos da Casa Onde o Retorta Tem o Café

Manuel da Fonseca
Capa de Armando Alves
Editorial Caminho, Lisboa, Agosto 2000

“- Traga a caldeirada. Mas, ao menos, espero que seja boa.
A frase soou a Daniel como uma ofensa.
- Maria! – gritou ele – Traz daí uma panela cheia! – e para o sujeito: - Aposto que nunca comeu na sua vida caldeirada como as que eu preparo!
- É o senhor que as prepara? – interrogou o sujeito.
De olhos semi-cerrados, Daniel soltou uma gargalhada:
- E então? Que é que as mulheres além do que é próprio delas, sabem fazer bem feito? Nada!”

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O GRANDE HOMEM


O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, deixou, hoje, o recado que adoptará mais medidas de austeridade se isso for necessário para permitir o cumprimento do objectivo do défice, fixado em 7,3 por cento no final do ano.

Em 12 de Outubro de 1979, José Rodrigues Migueis escrevia:

“Nações pobres” são em geral as que se deixam governar por quadrilhas minoritárias supostamente escudados numa qualquer doutrina ou ideologia, cuja finalidade real é sobretudo o “venha a nós o nosso vintém.”

Ainda José Rodrigues Migueis, mas em 17 de Fevereiro de 1980:

“Então que me diz você ao novo governo: acha-o melhor ou pior que os outros anteriores?” “São todos uns piores que os outros!”

Sobre os povos Simone de Beauvoir deixou escrito, citando em segunda mão, em “A Força das Coisas”:

“A verdade é que eles não querem ser governados por iguais: pensam muito mal deles porque pensam mal a seu próprio respeito e a respeito dos seus mais próximos vizinhos. É «humano» amar o dinheiro e viver ao serviço dos seus interesses. Mas quando somos humanos, como os outros, não somos capazes de governá-los. O povo pede então o não humano, o sobre-humano, o Grande Homem, que será «honesto» por que está «acima dessas questões”.

DA MINHA GALERIA

Durante o mês de Setembro e seguintes, o "Canal Hollywwod" está a exibir filmes interpretados por Patrick Swayze.
Patrick Swayze morreu, vítima de cancro, em 14 de Setembro de 2009.

A UM HOMEM HONRADO

Da secção “Cartas ao Director”, a edição do “Diário Popular” de 14 de Agosto de 1961 destacava esta.

“É com prazer que o nosso jornal serve, hoje, de veículo a uma palavra dirigida a um homem honesto:
“Sr. Director – Por intermédio do “Diário Popular” desejaria manifestar, publicamente, o meu agradecimento ao sr. João da Fonseca Pereira, que achou uma carteira com determinada quantia e documentos que me faziam muita falta e que eu havia perdido. Logo que a encontrou, esforçou-se aquele senhor por entrar imediatamente em contacto comigo para me devolver a carteira com todos os seus haveres, num gesto nobre e honrado, infelizmente raro. – Joaquim Jorge Costa – Rua do Outeiro – Bucelas.”

OLHARES



Parede, Fevereiro 2008.
Vivenda junto ao Externato do Afonso.

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...

O laboratório onde realizo as análises médicas, situa-se na Avenida de Roma.
O prédio é servido por este elevador de portas de correr com grades.
Dentro tem este aviso aos utilizadores:
“Este elevador tem perto de 50 anos é um “Património” com história e bons serviços prestados”.
Seguem-se diversos conselhos para a sua utilização, necessários para que continue a prestar “bons serviços”, conselhos que vão desde o fechar das portas devagar e com suavidade, encostando-as bem, ao cuidado de verificar, depois de fechadas as portas, que a luz vermelha junto ao botão de chamada se encontra apagada, pois só assim "o elevador ficará pronto a ser utilizado.”

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

BAILES DA VIDA

Claro que o José Cid não entrou nos "Bailes da Vida", mas algumas canções poderiam ter entrado.
Esta, por exemplo.

O CONTO DO VIGÁRIO


Manuel António Pina no "Jornal de Notícias" de hoje:

"A notícia ontem divulgada pela TSF de que "a polícia finlandesa está à procura de um vigarista identificado como tendo uma cara muito parecida com a de Durão Barroso e que enganou uma pessoa numa cidade a 70 quilómetros de Helsínquia" não mereceria por cá comentários não acontecesse, há uns anos, alguém com uma cara igualmente muito parecida com a do actual presidente da Comissão Europeia ter enganado milhares de pessoas numa cidade a 1600 quilómetros de Lisboa. Estava acompanhado de três indivíduos com caras muito parecidas com as de George W. Bush, Tony Blair e José Maria Aznar, todos tendo então impingido ao Mundo a existência de depósitos gigantescos de armas de destruição maciça no Iraque, usando isso como pretexto para a invasão daquele país e para uma guerra que ainda dura e causou já centenas de milhares de mortos. Parece que o vigarista finlandês convenceu um transeunte "a comprar fatos e outra roupa de luxo que tinham sobrado de uma passagem de moda", ficando-lhe com 200 euros. Por isso tem a Polícia à perna. Ninguém anda atrás dos quatro da Base das Lajes. Nem a sua consciência."

A TODOS UM BOM NATAL!...

O Governo poderá ser obrigado a avançar com medidas adicionais de controlo da despesa pública antes do final do ano para assegurar que as metas do défice são cumpridas. O cenário é admitido pelo secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, que diz que o Executivo fará tudo o considere necessário para cumprir os seus objectivos.
Face a uma situação que parece cada vez mais provável, Francisco Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas, sublinhou que, caso o Governo se veja obrigado a avançar com novas medidas de austeridade, "a não distribuição do subsídio de Natal é a medida que parece ser a mais eficaz e com efeitos imediatos" nas contas do Estado.
Daniel Oliveira no “Expresso Online”
"Se não houver 13º mês Novembro e Dezembro, os meses que podem dar algum desafogo ao pequeno e grande comércio, vão ser uma tragédia. Se forem uma tragédia as grandes superfícies vão despedir e muito do pequeno comércio vão fechar as portas. Novos desempregados vão-se juntar aos muitos que por aí andam. Não vão pagar impostos e as receitas do Estado diminuem. As receitas do Estado diminuem e o défice aumenta. O défice aumenta e o problema do endividamento público agrava-se.
A solução que se procura não resolve nenhum problema: nem o do emprego, nem o do endividamento privado, nem o do endividamento público, nem o do défice. Piora todos. Não é solução nenhuma. Decidir cortar nos rendimentos disponível quando o nosso grande problema é a falta de crescimento é apenas um tiro na cabeça."

POSTAIS SEM SELO

Em “Just As You Are” tento captar uma espécie de country. Andava a ouvir Johnny Cash e emocionei-me muito com os seus duetos com Bob Dylan. Eu nunca gostei de country. Sempre achei que era a música mais chata na história do universo, até que comecei a perceber as suas especifidades. A country tem um conjunto de regras muito difíceis: não se podem usar analogias, metáforas (excepto algumas muito pirosas), não pode ter subterfúgios, sarcasmo, ironia, apenas emoções directas, sentimentos que qualquer pessoa pode compreender imediatamente. E isso não é nada fácil, principalmente para uma pessoa como eu que joga “mind games” e brinca com a linguagem.

Robert Wyatt

terça-feira, 21 de setembro de 2010

AS MÃOS

"Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade."


Manuel Alegre em "O Canto e as Armas"

BOM DIA, OUTONO

Tenho estado à espera dele, e se bem que os dias ainda sejam quentes, já lhe sinto o cheiro.

Chegou o Outono, Outono que brilha em sol cor de laranja derramando uma luz amigável. Chamo-lhe a visibilidade dos afectos.

Albert Camus disse que o Outono é outra primavera, cada folha uma flor.

As folhas das árvores adquirem tons amarelecidos e já vão caindo sobre os jardins e os passeios. Não tarda que o homem que ali, numa esquina da Praça de Londres, e durante o Verão vendeu sorvetes, substitua o carrinho e lhe coloque em cima o assador de castanhas, cujo fumo há-de perfumar as ruas, a serenidade do cair da tarde.

As primeiras chuvas hão-de trazer o cheiro leve e puro da terra molhada
.
O Outono é o cheiro do doce de tomate que a minha avó fazia – não esqueças o pau de canela -um cheiro paradisíaco que ainda hoje viaja dentro de mim– é possível os cheiros viverem assim?

 Pelos vistos, é!

Começam a aparecer, em algumas montras de pastelarias, não em tantas como noutros tempos, as tigelas com marmelada nova, cobertas com papel vegetal.

Os pássaros voltarão em Março.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NOS VERÕES DA INFÂNCIA O MAR FICAVA LONGE



Nos verões da infância o mar ficava longe,
atrás dos muros que davam para as falésias,
e ninguém se metia pelas ondas a não ser
os pescadores, depois de empurrarem os barcos
e puxarem as redes atrás deles. Nas esplanadas,
havia mulheres, com crianças e criadas a tratar
delas, e protegiam-se do sol com as sombrinhas
que serviam para esconder os seus olhares
furtivos, quando não queriam que vissem
para onde estavam a olhar. Nesses verões, o mar
era a única coisa que mexia, sob o céu imóvel
e um mundo que parecia tão imóvel como o céu,
enquanto as mulheres conversavam, longe
dos homens que estavam nos cafés, de fato escuro
e gravata, a discutir negócios e notícias. A burguesia
parecia eterna, nos verões antigos, e os pescadores
eram luzes longínquas, nuns barcos que a noite
escondia, e não se sabia quando voltavam, a não ser
que o farol tocasse, à noite, e já se sabia que a manhãs
eguinte era de nevoeiro. Nos cafés, os homens
não se importavam com isso, e pousavam os chapéus
à entrada, passando a manhã a discutir negócios
e notícias, até o nevoeiro se levantar, e as mulheres
encherem a esplanada de criadas e de crianças,
sem se importarem com as ondas onde nenhum
barco entrou, depois da noite de nevoeiro. Mas
as suas conversas eram mais baixas, para que ninguém
as ouvisse, e não se soubesse que o verão chegava
ao fim, como os negócios que faliam, e as notícias
que chegavam do fim do mundo a dizer
que aquele mundo chegava ao fim.

Nuno Júdice

Legenda: Fotografia de Edouard Boubat

domingo, 19 de setembro de 2010

O QU'É QUE VAI NO PIOLHO?


A memória perdeu alguns fios e, a esta distância, não sei em que dias, no Verão, para além dos sábados e domingos, o “Cine-Esplanada” da Trafaria, realizava sessões de cinema, sessões essas constituídas pela exibição de filmes que, há algum tempo, tinham sido estreados em Lisboa.
Eu que descobri a magia do cinema, nas pequenas salas do meu bairro, tenho uma ternura muito grande por estes cinemas que, aos poucos, um pouco por todo o país foram sendo abandonados.
Os proprietários dizem que, a televisão, os “Dvds”, qualquer coisa, os impeliram ao findar do negócio, que já não lhes dava qualquer ponta de lucro.
Hoje , o “Cine-Esplanada” da Trafaria tem este desolador aspecto. Está ali à espera de uma qualquer especulação imobiliária.
Assim vai acontecendo o fim dos Cinemas Paraíso, fica apenas a memória do encontro da malta aos domingos pela tarde, a caminho do “piolho”, como uma qualquer liturgia e sem pipocas.
Também o tempo da ingenuidade, agora o começo da nostalgia.

DO BAÚ DOS POSTAIS

Postal da Várzea de Colares enviado pelo Armindo no dia 19 de Setembro de 1967:

“Para já, mais imagens de “Monserrate”.
O poema desta vez , é aquele burro…”

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

POSTAIS SEM SELO



Gostava de estar no campo para poder gostar de estar na cidade.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DA MINHA GALERIA

Lauren Bacall.
Faz hoje 86 anos.
Charmosa como sempre, quer apenas que não lhe chamem lenda.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

OS CLÁSSICOS DO MEU PAI

O meu avô era um tipo assaz curioso, patusco mesmo. Por chalaça, por um certo gosto anarquista, apresentava-se às pessoas como: “Mário Santos – benfiquista, republicano histórico e anticlerical”. Ficava depois a gozar o efeito das palavras.Tinha um “béguin” pelo “Johnny Guitar” de Nicholas Ray, aquele diálogo fabuloso em que Vienna pede a Johnny para lhe contar mentiras, que ainda a ama como ela o ama e o velho vaqueiro, a filosofar sobre Johnny: “tal como ele disse, só precisa de um café e de uma boa cigarrada”.

A última vez que o viu terá sido para aí, por 1965, no “Chiado Terrasse”, e essa foi a minha segunda vez. Hoje já levo mais algumas.

O meu pai também gostava do “Johnny Guitar” porque, como dizia o mestre “o cinema é Nicholas Ray”.

Este disco existe porque o meu avô pediu ao meu pai que lhe arranjasse a canção tema do filme. Naqueles tempos a oferta de bandas sonoras era quase nula, o meu pai não encontrou a interpretação da Peggy Lee e comprou esta versão em espanhol cantada pela Juanita Cuenca, uma soberba capa amarela, uma fotografia como mandavam as regras.

Anos mais tarde consegui a Peggy Lee a cantar“Johnny Guitar”. O meu avô morreu com 85 anos e já não o ouviu.

Sempre que o meu pai punha o disco a rodar, mandava descer uns “whisquinhos” e empandeirava meio maço de “Unic” tabaco negro.

Play the guitar, play it again, my Johnny, maybe you're cold, but you're so warma inside.


OLHARES

Praia do Magoito, hoje, pelas 10,30 duma manhã chuvosa e rodeada pelo cinzento do tal microclima que, amiúde, assola a região, que vem lá da Foz do Arelho e se estende até ao Cabo da Roca.

A praia não tem gente, e apenas dois sufistas se divertem com as ondas, apesar do mar, como eles gostam de dizer estar “flat”.

O lento entardecer do Verão. Não tardam as mães vivas.

O areal encher-se-á, então, dos mais diversos objectos e de pedaços de madeira, trazidos pelas marés, quais destroços de um qualquer barco que naufragou, delírio de quem viu filmes e leu livros a mais.

Alguma mensagem numa garrafa?

As praias no Outono, as praias no Inverno, as melhores praias, digo eu, agora que as de Verão se vão despedindo, já sem celebridades fúteis ou os horrorosos-acapachados-dos-chefes-de-gabinete-das-excelências-do-país e, em fundo começam a distinguir-se os sons das guitarras dos “Les Chats Sauvages”.



O Sol bem tentou romper a neblina sem o ter conseguido.

Voltará amanhã, para uma nova corrida, uma outra viagem.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

OLHAR AS CAPAS


Memórias de Cascais

Branca de Gonta Colaço e Maria Archer
Parceria António Maria Pereira, Lisboa 1943
Edição fac-similada, em Março de 1999, com os apoios da Câmara Municipal de Cascais e da Câmara Municipal de Oeiras.

Leitor amável – tu entras na moderna e simpática estação do Cais do Sodré, compras o teu bilhete, tomas lugar no óptimo comboio eléctrico, e não lanças um olhar aguçado pela curiosidade erudita.
Nem sabes o que perdes! A história dessa linha tem pitoresco, emoção, novidade, vale por um filme dos últimos cinquenta anos. Vamos indicar-te o que não viste na linha de Cascais, vamos dizer-te dela o que não sabes. E depois, quando voltares ao teu fadário de viajante de Estril-Lisboa, Lisboa-Estoril, acharás mais sabor ao desfilar dessa enfiada de povoações garridas, de casario novo em folha, de fortins para soldadinhos de chumbo, de jardins pintalgados de pelargónios, de praias doiradas e deslumbrantes aguarelas marítimas.
O princípio é dizer-te: a linha de Cascais é tão curiosa que começou por não existir…

A RIVIERA PORTUGUESA



Quando o Algarve era praias pequenas e desertas, terra de pescadores, longe da invasão de alemães e ingleses que, pelos anos 60, veio a sofrer chamavam ao Estoril a “Riviera Portuguesa”.

Hoje não sei o que lhe chamam.

Mas em 1943, Maria Archer, e Branca de Gonta Colaço escreveram um livro a que puseram o título de “Memórias da Linha de Cascais”, e chamaram ao Estoril “o fulcro irradiante da Costa do Sol.”

“O areal é pequeno, estreito inclinado, enegrecido por afloramentos de rochas, e dá pouco espaço para o espraiara da onda. A oeste, sob a água, alongam-se agora uns paredões que provocam correntes submarinas e quedas de areia na praia. Assim se conseguiu, nos últimos anos, alargar o areal para os lados do Monte Estoril.
De Verão toda a praia desaparece sob os toldos multicores.
Sobre um degrau de pedra, alto como um homem, cingido à terra, segue uma esplanada de empedrado, estendida do Monte Estoril a São João.
O “restaurant”, o balneário, com música, movimento, alegria, erguem-se na praia. A multidão espairece, Vêem-se fatos de banho janotas, tão despidos quanto o permite a lei, Vêem-se os banhistas do sol que tenteiam as audácias do nudismo, vêem-se os que nadam, os que barquejam, os que namoram, os que se exibem, os que se isolam entre o tumulto.
Uma praia da moda. A quem não encanta, diverte.
O Estoril é o mostruário da alta burguesia lisboeta.
Cada moradia, cada palacete, cada “Chalet”, ali erguidos, têm a etiqueta dum morador ou dum proprietário com situação e nome cotado e classificado no modesto caleidoscópio da vida nacional.”
Legenda: Imagem tirada do “Expresso”, 23.08.2003

DO BAÚ DOS POSTAIS


O Armindo, um velho amigo, gostava de mandar postais, de qualquer lugar, sobre tudo e mais alguma coisa.
Este refere um jantar, em Queluz, em casa do Valdemar. Também lá estava o Helder Pinho que ficava sempre à espera das sobras das papas dos meus sobrinhos Rui e Mário Pedro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CLAUDE CHABROL (1930-2010)



Claude Chabrol morreu ontem aos 80 anos.
Fumava cachimbo, gostava de charutos e filmes policiais.
Ele, e os rapazes que o acompanharam (Godard, Truffaut, Rivette, Rohmer), puseram o cinema francês de pantanas. A burguesia francesa seja lá o que isso for, nunca mais lhes perdoou. Eles ficaram muito preocupados!…
Os hipócritas franceses já beberam “champanhe”, por Chabrol não mais lhes dar cabo das cabecinhas ocas... Talvez estejam, neste momento, a braços com uma caganeira.
Agora é esperar que a Cinemateca, talvez já em Outubro, o recorde e eu vá limar algumas (?) lacunas da obra de Chabrol.
O saber também que, com essa evocação, virá a espantosa Isabelle Hubert.

domingo, 12 de setembro de 2010

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS

OLHARES





Igreja de Durães no Concelho de Barcelos.