segunda-feira, 11 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Pintura é falar com as mãos.

Artur Bual

Legenda: pintura de Artur Bual

QUANDO OS HOMENS QUEREM


O Presidente cubano Raul Castro, foi ao Vaticano encontrar-se com o Papa Francisco para lhe agradecer a sua contribuição que possibilitou a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos.
Raul Castro disse aos jornalistas que lê todos os discursos e documentos do Papa Francisco e disse-lhes:
Se o Papa continua assim volto a rezar e regresso à igreja católica.
Que a Igreja tenha um Papa como Francisco é algo que nunca poderemos deixar de salientar e dar graças.

NOTÍCIAS DO CIRCO


O Pedro sempre tratou o Paulo a pontapé.

Não é de hoje. E assim será pelos tempos fora-

Mas  Paulo não se importa.

Já em Fevereiro de 2005, disse:

Quem anda na política não tem estados de alma. Somos como crianças: tudo o que nos dão temos de aceitar com gratidão.

OS IDOS DE MAIO DE 1975



11 de Maio de 1975

ENCERRAMENTO do 1º Congresso de Escritores.
Presente o Primeiro-Ministro Vasco Gonçalves.
Falou do prazer de estar ali, pediu desculpa de os seus afazeres não lhe terem permitido preparar uma intervenção com o mínimo de cuidado e do que irá dizer, entre tantos ilustres intelectuais, vai sair muita «bota».
Em primeiro lugar eu queria saudar a Associação dos Escritores Portugueses como uma Associação de resistentes anti-fascistas.
O fascismo nunca contou com os intelectuais portugueses. Terá havido uns transfugas, mas o carácter, nem se diz já o carácter dominante, foi quase um carácter absoluto o de eles nunca contarem com os intelectuais portugueses.
Disse ainda:
Alguns oficiais que vêm de campanhas de dinamização dizem que «levaram uma lavagem ao cérebro».
Tem-se falado da Revolução Cultural e nós precisamos de uma revolução cultural. Mas revolução cultural não é meter ideias à força na cabeça das pessoas, atenção. A experiência deste século tem demonstrado que isto não é possível. Não podemos meter as ideias à força. Isto está condenado ao malogro.
E acabou por exortar os escritores:
Venham para o pé de nós contribuir para a revolução do povo português. Os escritores podem fazer o nosso povo galgar anos e anos de atraso cultural. No Conselho da Revolução já provámos à saciedade que não desejamos implantar uma ditadura em Portugal. O dirigismo e os papões sobre o dirigismo são um meio de vos dividir.
Na qualidade de presidente da Associação Portuguesa de Escritores já José Gomes dissera no discurso de abertura que a liberdade não constitui monopólio de ninguém, assim como nenhuma corrente ou escola literária pode julgar-se detentora da verdade suprema e terminou com um
Viva o futuro. Livre.

FACE AOS INCIDENTES que se continuam a verificar em Angola, o Ministério da Coordenação Internacional admite o eventual regresso de muitos portugueses a Lisboa.

O BENFICA venceu o Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão.

 Fontes:
- Acervo pessoal;
Os Dias Loucos do PREC de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira.

MARCADORES DE LIVROS


DAS MAIS BELAS FORMAS...


Tal como ficou prometido em Ah!... AS ABÓBORAS!...

domingo, 10 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Saudades de não poder inventar o futuro.

José Gomes Ferreira

Legenda: fotografia de Vivian Maier

OS IDOS DE MAIO DE 1975


10 de Maio de 1975

A PIDE cobrava entre 3 mil e 22 mil escudos às empresas que lhe solicitavam informações sobre os trabalhadores.

APESAR DA recentíssima reunião entre as cúpulas do PCP e do PS, as águas não amainaram.
O PS continua a insistir na saída do MDP/CDE do governo dado os resultados extremamente baixos que obteve nas eleições de 25 de Abril.
Mário Soares, numa conferência de imprensa, volta a acusar o PCP de manipular os órgãos de informação.

O DECRETO-LEI nº 222-A/75 convoca a Assembleia Constituinte para se reunir a 2 de Junho, a fim de elaborar e aprovar a nova Constituição Política.

COMEÇA NA Biblioteca Nacional em Lisboa, o 1º Congresso dos Escritores Portugueses.
Vergílio Ferreira no seu Conta-Corrente:
Ontem chegou o Eduardo Lourenço. Vem para o Congresso de Escritores que se inicia hoje. Não vou. A minha presença seria a de acordo ou provocação. Nenhum dos significantes me interessa


Fontes:
- Acervo pessoal;
Os Dias Loucos do PREC de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira.
Conta-Corrente de Vergílio Ferreira.

PORQUE HOJE É DOMINGO




Se bem que os especialistas digam que hoje é mais tempo de passeios ao ar livre, de praia, fico-me por uma matinée das 3 com um dos filmes de que mais gosto e com inúmeras visitas: Rio Bravo.
Bom domingo!

sábado, 9 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Como é que os mortos podem estar realmente mortos quando permanecem vivos na alma dos que atrás deixaram?


Legenda; não foi possível obter o autor/origem da fotografia.

OLHAR AS CAPAS


Alvorada em Abril

Otelo saraiva de Carvalho
Prefácio: Eduardo Lourenço
Capa: José Cândido
Bertrand Editora, Lisboa, Dezembro de 1977

O gracejo final fora chocho. Tinha a sensação de que o panorama se apresentava negro. Tentei dar-lhe uma pincelada de cor:
- Mas não te apoquentes com nada disso nem tenhas pensamentos desse género. Porque eu tenho a certeza de que, em poucas horas, ganharemos esta guerra. Dominamos quase todas as unidades do País, a malta está com uma gana formidável, temos a nosso favor o efeito surpresa. É canja!
Ela quis também dar ao ambiente um pequeno toque de humor:
- Queres então dizer com isso que amanhã não vamos à ópera?
Tinha-me esquecido completamente do assunto. Comprara bilhetes para a Traviata, que se cantava na noite de 24 no Coliseu dos Recreios, aproveitando o preço mais baixo que nos era facultado através da Secção de Actividades Culturais e Recreativas da Academia Militar.
- Olha, guarda-os para recordação. É claro que não vamos.
Com o permanente espírito de economia caseira retorquiu:
- Leva-os antes contigo e procura entregá-los amanhã na Academia. Pode ser que devolvam o dinheiro.
- Não vou fazer isso. Entregá-los agora depois de tanto os ter pedido, dizendo que já não me interessa, pode levantar qualquer suspeita. Paciência. Outra vez virá. Além disso, já vimos a Traviata do alto do galinheiro do São Carlos.
Ainda hoje tenho comigo esses bilhetes. No sobrescrito timbrado da Academia Militar dentro do qual mos entregaram, minha mulher inscreveria mais tarde a frase: "Faltámos por motivo imprevisto".

TEXTO 7


Texto 7

Tenho uma pequena coisa africana para dizer aos senhores
«um velho negro num mercado indígena
a entrançar tabaco» o odor húmido e palpitante sobe dos dedos
a subtileza «rítmica» dos dedos chega a ser uma dor
fere na cabeça o pensamento da sua devotação
extrema quase «intáctil» sobre algo
«algo tabaco»
o que começa a tornar-se como uma «loucura comovida»
por cima dessa massa viva do tabaco
«como ele aflora Deus digitalmente debruçado!»
de repente «vê-se» a inocente diligência
o «sim» sem nada mais
o medo como se fosse mel a escorrer do crânio
por tudo ser de novo tão concentrado e leve
a dor em nós de uma tão forte «ignorância activa»
«a fazer-se« uma prova
de elegância na «razão» do tempo
nenhuma dúvida apenas a lisura branda de um «estilo»
transcorrendo
apetece não ter mais do que a interminável «escrita»
prestes a sufocar e dedo a dedo salva
nas suas pautas gravada a direito como uma implacável
«pormenorização oracular»
como se pode tornar tão veemente uma doçura humana
tão pertinaz a graça e terrífica
a digitalidade do «silêncio»
e a candura quase a corromper-se à força de candura
e então o puro toque no tabaco cria
uma «fria ocorrência de pavor» pois tudo é «ambíguo»
nessa «rima obsessiva» a pertinácia ganha «formas» insuportáveis
dedos na nuca ligamentos invisíveis de tendões
centros nervosos irradiando impulsos cruéis
imóveis animalidades fremindo ocultamente debaixo da «luz»
e percebe-se então o «sangue» a ir e vir
sempre «entrançando» o movimento dos dias e das noites
sobre a tranquila «germinação»
e a terra como um monstro «maternal» que parece dormir
planetas a gravitar em redor dos dedos
uma dolorosa absorção do tabaco pelo ritmo
e assim «é isto o estilo?» até que a cabeça
é como «a vista» e a ideia desta coisa se transforma
«nesta coisa»
e quando enfim alguém «realmente» adormece
nada pára e o tabaco continua a ser entrançado
por dedos «negros» em todos os «sentidos»
e nunca mais será possível esquecer
tudo se repercute um toque passa um toque
a matéria passa de matéria em matéria
o ritmo ligeiro como uma alucinação
falanges falanginhas falangetas no «tabaco terreno»
a pulsar
«linguagem» extenuante pela sua própria «verdade»

Herberto Helder em Poesia Toda, 2º volume.

OLHARES


1º de Maiol, Lisboa

sexta-feira, 8 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Triste não é mudar de ideias. Triste é não ter ideias para mudar.

Francis Bacon.

OLHAR AS CAPAS


Império à Deriva

Patrick Wilcken
Tradução: António Costa
Civilização Editora, Porto, Outubro de 2005


Nas praças centrais de Lisboa as pessoas reuniam-se para comentar as últimas notícias e o fatalismo crescia. A guerra parecia inevitável e faziam-se preparativos por toda a cidade. Os lojistas erguiam barricadas improvisadas nas portas e janelas, fracas defesas contra a pilhagem que decerto se seguiria. AS famílias diziam adeus às filhas e mulheres e, que eram enviadas opara a província, fora do alcance dos soldados saqueadores da França. E nas calçadas que serpenteavam pelas famosas colinas, a ordem estava já a ceder, para gozo dos ladrões e vagabundos que viam a sua oportunidade chegar.

COISAS EXTINTAS OU EM VIAS DE...



No dia 14 de Março a TAP fez 70 anos.

Já por uma e outra vez, a TAP foi colocada, aqui, no capítulo das Coisas extintas ou em vias de…

Não há duas sem três.

Foi durante muitos anos um exemplo de companhia aérea.

Pela simpatia dos seus pilotos, dos seus tripulantes, pela excelência da sua assistência e manutenção técnica, uma das mais competentes do mundo, por todos os seus trabalhadores.

Hoje é o que se sabe.

Os governos do centrão têm, por todos os meios e mais um, tentado a sua privatização.

A TAP vive, hoje, dos momentos mais graves da sua existência.

Uma greve selvagem dos pilotos, decretada por 10 dias, com ameaças de mais períodos, deixa, ainda mais, a companhia de rastos.


Pobres diabos!

Ficarão para a triste história, juntamente com este desgoverno Pedro/Paulo, de um dos maiores crimes económicos dos muitos que, nestes últimos anos, temos vindo a enfrentar.

Matando lentamente a companhia, resta saber o que lhes foi prometido pelo nojento frete que estão a fazer.

No topo, um anúncio que fui repescar às páginas do nº 1483, Maio de 1969, da Seara Nova, um anúncio que fala da existência de homens que não suportam estar colados ao chão. Esses seriam os pilotos da TAP:

Oferecemos-lhe dezenas de céus. E dezenas de terras. Oferecemos-lhe um viver cheio de à-vontade dentro da responsabilidade. Sem e com experiência de voo venha para piloto da TAP.


A destalhe de foice, fui às prosas do Manuel António Pina repescar esta crónica, publicada no Jornal de Notícias de 11 de Agosto de 2009, e a que chamou A Piedade Mata:


As más notícias são que a TAP atravessa, segundo o Conselho de Administração de Fernando Pinto, uma "crise gravíssima", tendo tido no ano passado 280 milhões de euros de prejuízos e vendo-se forçada a pedir sacrifícios aos trabalhadores e a recusar-lhes aumentos salariais.
As boas são que, no mesmo ano de 2008, os administradores atribuíram-se "prémios" com que duplicaram os seus vencimentos (Fernando Pinto, por exemplo, levou 816 mil euros, em vez dos miseráveis 30 mil mensais mais regalias que lhe cabiam); e que decidiram entretanto adquirir 42 automóveis topo de gama para si e as dezenas de directores avulsos que enxameiam a empresa, pois deslocavam-se todos em viaturas "velhas" de quatro anos, impróprias das suas altas funções. Trata-se de uma inovadora ideia de gestão: vão-se os dedos mas fiquem os anéis (e comprem-se mais). Deve-se, a inventiva ideia, a Dali que, contava Gala, era nos momentos em que atravessava "crises gravíssimas" que mais gastava, pois, argumentava ele, "a piedade dos vizinhos mata". A TAP pode morrer, mas ninguém há-de ter razões para se apiedar dos seus administradores.

OLHARES


Rua da Penha de França, Lisboa.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Já que não posso mudar o mundo deixa-me sacudir a areia das tuas sandálias.

Casimiro deBrito

OLHAR AS CAPAS


Laboratório de Cinzas
4º Volume dos Dias Comuns

José Gomes Ferreira
Capa: Henrique Cayatte
Publicações Dom Quixote, Lisboa, Maio de 2004

14 de Abril de 1968

Chego a Lisboa de Albarraque e encontro um postal muito circunspecto (Ex.mo Senhor Dr. José Gomes Ferreira) do Luiz Pacheco a pedir-me 50 escudos.
«Encontro-me numa fase em que não me repugna pedir porque o meu caso é daqueles que, talvez, a tempo, um empurrãozinho me liberte da cadeia (outra vez), ou do hospício, ou da fome. Tenho outro livro ente mãos, Exercícios de Estilo, título larapiado ao Queneau.»
Notícias dum homem, com talento literário, que se suicidou – para agradar à lama própria.

NOTÍCIAS DO CIRCO


Cavaco Silva durante a visita presidencial à Noruega.
Faltam 260 dias para o homem deixar Belém e ir para  a marquise na lapa ou p'rá praia da coelha.



Para a música incidental, Quim Barreiros foi chamado a terreiro.

PARA QUE CONSTE!


Com um total de 270 mil associados, o Benfica é o clube com mais sócios no mundo.
Aqui em casa somos 7.
A informação é fornecida pelo 'Movimento um Futebol Melhor".
O Bayern de Munique chegou a por em causa o número de sócios dizendo que eram eles que tinham mais associados.
De acordo com a mesma fonte, o Bayern está em segundo lugar com 238 mil associados, seguindo-se o Arsenal com 225 mil.

Se falarmos em adeptos espalhados pelo mundo, o número está calculado: mais de seis milhões.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

POSTAIS SEM SELO


Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta.

OLHAR AS CAPAS


Lixo

Eduardo Guerra Carneiro
Capa: Carlos Ferreiro
& etc, Lisboa, Outubro 1993

Há nomes de luxo onde o lixo
arde — bouças chamejantes.
Medo é a palavra exacta nas travessas
quando bandos circulam protegidos
pela finança alta e licenciada.
Se ele diz que há cavalos e cães
e fala dos doutores, esquecem
que no fundo era o mercado.
O país ergue-se em peões e os baldios
em chamas. Volta ao restolhar do milho
e camponeses dizem da lavoura,
da fome e da calúnia. Basta
olhar os murais onde esse luxo
se transformou no lixo capital.

A canalha junta-se nos pátios
no lusco-fusco de alguns entardeceres.
Galinhas debicam, entre caliça e cimento,
nos torrões onde pode estar semente ou grão.
O bolor cresce, com a humidade, em caixotões
encostados, a esmo, pelos cantos. A canalha
canta nos lugares — nódoas de vinho
e sangue misturados. O ódio ressuma
das frinchas dos tabiques. Na lama
desses pátios surgem flores carnívoras,
alimentadas a grogue e lavadura.
Crioula é a voz, a desmaiar no violão
e o azul ultramarino invade a cantina.
A hora do lobo ainda junta essa canalha.

Não penses que a canalha é lixo.
Nunca o foi. Na secura das terras,
fouce a fouce, ergue as colheitas
dos teus alimentos. Não julgues a canalha
o bode expiatório destes dramas. Lumpen
é quase luz noutra reforma dita
dura. Ouve as sirenes da polícia
e as ambulâncias solenes da morte.
Entre os espelhos quebrados dessas lojas
estão os focos do incêndio dos costumes.
Alarma-te: metrópoles em pânico
estão a arder. Não penses que o lixo
é só ao lado. Eis que ele se aproxima,
raia a raia.

OS IDOS DE MAIO DE 1975


6 de Maio de 1975

ONTEM, uma delegação do Partido Socialista, composta por Mário Soares, Salgado Zenha, Manuel Alegre e Alberto Antunes, reuniram-se na sede do Partido Comunista Português, na Rua António Serpa, com Álvaro Cunhal, Octávio Pato, Carlos Brito e Carlos Costa.
A reunião segue-se aos incidentes verificados no Comício do 1º de Maio e das crescentes e inflamadas reacções que têm vindo a público.
Um comunicado conjunto, publicado após a reunião, revela que se procedeu a um exame da situação política, das perspectivas da revolução portuguesa e dos problemas relativos a cooperação entre os dois partidos no quadro da Aliança do Povo com o MFA.
Álvaro Cunhal declarou que a reunião expressava a vontade dos dois partidos encontrarem um esquema de cooperação, que as conversações tinham sido muito úteis e prosseguiriam em dias e locais a anunciar oportunamente.
Por seu turno, Salgado Zenha disse que foi um primeiro e importante passo.
O Diário de Lisboa titulava a reunião: Degelo Nas Relações P.S.-P.C.

O ESTADO decidiu intervir em mais 24 empresas, a maioria das quais do sector dos transportes.

O SECRETÁRIO norte-americano, Henry Kissinger, fez saber que as eleições para a Assembleia Constituinte portuguesa, indicaram que uma maioria do povo português se mostrou favorável aos partidos democráticos.


Fontes:
- Acervo pessoal;
Os Dias Loucos do PREC de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira.

Legenda: fotografia tirada do blogue Restos de Colecção.

É PERMITIDO AFIXAR ANÚNCIOS


Por aqueles tempos os anúncios difundidos pela pela rádio e publicados nos jornais diziam que, com a Agência de Viagens Rodarte, ia-se a qualquer parte.
A Rodarte ainda tem portas abertas na Rua da Palma nº 159, junto ao Martim Moniz.
A Rodarte foi pioneira na organização de excursões para ir comprar caramelos (e não só!) a Badajoz, um caso sério de popularidade.
Existe uma reportagem do Fernando Assis Pacheco, publicada no Diário de Lisboa, contando as peripécias de uma dessas viagens.
Lamentavelmente não encontro o recorte.
Este anúncio foi publicado no Diário de Notícias de 13 de Maio de 1967.