quinta-feira, 14 de agosto de 2025

POSTAIS SEM SELO

«Não há nada como morrer para passar de besta a sábio, e este é um velho hábito português típico de um país que, não respeitando nada, está sempre pronto para o salamaleque fúnebre.»

José Pacheco Pereira em Personalia

À LUPA


Um Agosto quentérrimo.

Pouquíssimos os clientes na esplanada do Café do Bairro,

mas o Dudu nunca falha e atirou para quem o quis ouvir:

No creo en brujas, pero que las hay, las hay.

Deixem o Luís continuar a trabalhar, a trabalhar, deixem, deixem, deixem…deixem… e vão ver o descaminho que isto vai levar…o país em chamas e as excelências da presidência e do governo a jantarem em Cacela Velha… gente fina é outra loiça… pois então…

NESTE DIA

Neste Dia, no ano de 1983, um domingo, Vergílio não o diz, mas passa férias na sua casa de Fontanelas.

Não resisto a transcrever as palavras finais que Vergílio Ferreira escreveu no dia de ontem:

 

- Não leio. É um livro mau.

- Mas toda a gente diz que é bom.

- Exactamente por isso.

 

Mas voltemos a 14 de Agosto de 1983 e começa por escrever:

«Deus sive natura.    Hoje apetece-me pensá-lo. Hoje apetece-me admitir esse velho monismo espi

OLHAR AS CAPAS

 

Hollywood: Glória e Decadência

Diversos autores

Cadernos de Cinema nº 9

Publicações Dom Quixote, Lisboa Outubro de 1970

Hollywood agoniza, Hollywood está morta!

Todavia, tal como a fénix e verdadeira encarnação que é deste capitalismo que, não obstante as previsões, se recusa a perecer, Hollywood, uma vez superada cada uma das crises, ressurge diferente e semelhante a si mesma.

LISBOA REVISITADA

Perdem as casas suas várias cores

e as barcas novas aguardam melhor maré,

à falta de vento.

Deixámo-nos ficar?

 

Há uma nau que nunca regressou.

Essa será a nossa.

Luís Filipe Castro Mendes em Poemas Reunidos

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

NOTÍCIAS DO CIRCO

O norte do país está, há dias, a arder.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reúnem-se esta tarde, na Câmara Municipal de Faro,tendo em cima da mesa uma agenda com dois pontos: a declaração de inconstitucionalidade, por parte do Tribunal Constitucional, de cinco normas do projeto-lei relativo à imigração e os incêndios que assolam o país, e nada mais.

Também não estão previstas declarações no final da reunião. 

À LUPA


A jornalista Ana França, também autora de livros sobre a Ucrânia e Lampedusa diz hoje no Público que gostaria muito de ser vegetariana ou vegan, mas não consegue.

Bem-vinda ao clube.

Nas duas vezes por ano que vou ao Médico de Família, diz-me sempre, quando é com a idade que tem, começa a ter um bocadinho de juízo.

Sorrio, apenas e faço vãs promessas.

Ler é uma necessidade.

Nunca aceitei a ideia de que só devia ler bons livro, ou ver bons filmes, ou só ouvir boa música.

NESTE DIA

Se percorrermos os diversos  volumes do Diário de Miguel Torga, nascido a 12 de Agosto de 1907 como Adolfo Correia da Rocha, verificamos que, regularmente, regista o seu dia de aniversário, mais melancolicamente do que festivamente.

No ano de 1965 apenas deixou um poema, intitulado Desgarrada:

Na sina que me foi lida,

Este dia é sempre assim:

Sol na paisagem da vida,

E sombra dentro de mim.

Mas nesse mesmo ano, Neste Dia, encontra-se no Gerês a passar férias e escreve:

«A prévia garantia do meu silêncio deve excitá-los. Paciência.

Prefiro mil vezes voltar a outra face 

MARCADORES DE LIVROS


 Colaboração de Aida Santos

BRANCO

Interessa-me o inconcreto branquejar

da roupa no estendal (o branco, não)

 

mais do que o peso da água, ver

que o nada não se vê na água a evaporar

 

na luz do tecido em contraluz interessa-me

o vazio suspenso do vazio

quando a roupa enforma ao vento e sobe

no arame, interessa o risco que sustém a louca nave,

os voos desabitados a a pequena hora de ninguém.

 

Maria Rosa Martelo em Resumo: a poesia em 2013

terça-feira, 12 de agosto de 2025

DISTO, DAQUILO E DAQUELOUTRO


Está um calor de ananases, como diria o Eça.

Adiantamos o extracto de uma crónica do poeta Luís Filipe Castro Mendes, com alguns meses já, mas com actualidade.

«É um cruel paradoxo da História que o cinquentenário do 25 de Abril tenha coincidido com o crescimento exponencial de um movimento contra a Democracia, que vem negar tudo aquilo em que se baseia a nossa ordem política constitucional. Este cansaço da democracia vem dos que não viveram outro sistema (daí predominarem os mais velhos na oposição a esta corrente) e que se sentem, alguns justamente, outros menos, espoliados e rejeitados pelo sistema.

Um país que oferece aos mais novos perspetivas de vida mais sombrias do que aquelas que tiveram os seus pais é um país doente. Mas o remédio para as dores não são os gritos, são medicamentos que há que ministrar com urgência. Na falta desses medicamentos, é natural que ganhem terreno aqueles que ecoam o nosso grito e transformam a nossa dor em ódio, contra aqueles que poderiam dar-nos os medicamentos, que os conhecem, que os prometem, mas que depois não têm margem ou condições para os conseguir.»

1.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, saudou hoje “os esforços do Presidente Trump para pôr fim à guerra" na Ucrânia.

O primeiro-ministro  será umas das primeiras assinaturas para o Nobel da Paz ardentemente ansiado por Donald Trump.

2.

Receitas da Sonae e Jerónimo Martins, donas do Continente e do Pingo Doce, bateram máximos históricos no primeiro semestre do ano: 124 milhões de euros por dia, 5 milhões por hora.

3.

O consumo de champanhe ou vinho branco, uma atitude positiva perante a vida, o consumo de fruta e um peso adequado fazem parte da lista de mais de 50 fatores não clínicos apontados numa investigação que foi publicada no científico "Jornal de Cardiologia do Canadá" como determinantes para prevenir o risco de sofrer um ataque cardíaco.

4.

Cristiano Ronaldo vai casar.

O anel que vai oferecer a Geogina, está avaliado em 1 milhão e 40 mil euros!

5.

Uma mulher de 28 anos entrou em trabalho de parto, esta segunda-feira, na Avenida da Associação Desportiva, no Carregado, concelho de Alenquer, e acabou por ter a bebé no meio da rua.

Foram os pais que ajudaram a neta a nascer, depois de terem rebentado as águas. Mãe e filha estão bem de saúde.

A neta mais velha assistiu a tudo.

A ministra da Saúde ainda não se dedemitiu mas já solicitou à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde a abertura de um processo de inquérito ao caso de uma jovem grávida que teve o parto numa rua do Carregado, no concelho de Alenquer.

6.

A Segurança Social encerrou 43 creches e 307 lares por falta de condições na sequência de perto de dois mil processos de fiscalização realizados desde 2023, em que foram detetados 766 estabelecimentos ilegais.

7.

Jacinto Lucas Pires: «Estamos a perder palavras. Como pensamos por palavras, estamos a perder capacidades». 

OLHAR AS CAPAS


Diário de Uma Avó e de Um Neto Confinados em Casa

Alice Vieira & Nélson Mateus

Capa: Maria Manuel Lacerda

Casa das Letras, Lisboa, Novembro de 2021

Querido neto,

A Linda de Suza! De quem te foste lembrar! Claro que me recordo dela. mas eu já não estava em Paris quando ela chegou, mais a sua mala de cartão… Se estiveres com a D. Lurdes, diz-lhe que ela vive cá – mas não sei onde – e está praticamente na miséria. Foi enganada por uma data de pessoas e hoje penso que tem uma reforma de 400 euros… Para quem encheu Olympias e Lidos e tudo o mais…

Pois olha, eu quando fui para Paris, nem mala de cartão levava. Ia a fugir da pátria, da família, do namorado, de tudo. Enfiei só umas peças de roupa e o mínimo de que precisava para dentro de um saco, e o último livro do Herberto Helder.

Cheguei a Orly e lembro-me de me sentar num banco, sem saber o que fazer da minha vida. O jeito que me teria dado um telemóvel, naquela altura… Apanhei o metro, que me deixou no Quartier Latin. E agora? Onde é que eu ia ficar? Lembrei-me então de uma prima que vivia lá exilada (a Maria lamas, já te tenho falado nela), sabia a morada dela e bati-lhe à porta.

Colaboração de Aida Santos

NESTE DIA


Mário Sacramento, uma vida, perseguida pela ditadura, levada da breca, teve algumas dificuldades, perigos?, em manter um jornal íntimo.

Começou-o em 10 de Junho de 1967 lembrando que faria trinta exactos anos que pela primeira vez tinha sido preso pela polícia política, então a P.V.D.E., depois Pide, por fim DGS. Terminou esse não diário, mais de reflexões e apontamentoss e não de factos, em 20 de Fevereiro de 1969.

Mas, Neste Dia, Verão de 1967, escreveu:


AREEIRO /7 DA TARDE

Caminho pela cidade e sinto na pulseira

o indelével trilho seccionado no ouro

pelo agreste grão da parede do quarto

enquanto implacável

maceravas a pele do meu corpo

recuando o avanço impunemente.

Nos dedos os anéis,

o cobre não se mistura ao ferro,

mas antes faz engaste

na espessura do dito,

os anéis, dizia,

formam em cada membro um halo protector.

Há povos que conservam

poder sobre os metais

e fecham cada dedo

à invasão do individualismo.

Há um amigo que está em Nova Iorque

e não manda recados.

Gente se junta e passa ao lado,

acre corrente segura pela âncora

algema na areia.

Alguém cujo riso era aberto demais

Cravou no coração, tranquilo, uma verruma

O líquido injectado agiu incontinente.

A tua sede agarra-me no braço

e torce-me por dentro.

Igual a um toco de figueira

estiolo na berma do asfalto,

um prego me sustenta

naqueles brinquedos circulares

que crianças agitam

e nunca se descolam da parede

o rubro do metal

a zona vulnerável

um acaso te fez a descoberta.

Tenho em cada meninge um olho de serpente

que te segue as pegadas no encalce da morte.

Vacilante rodeias precipícios

que não se vão fechar

por eu desaparecer.

 

Fátima Maldonado em Os Cem Melhores Poemas Portugueses dos Últimos Cem Anos

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

POSTAIS SEM SELO

Quando pronuncio a palavra Futuro, a primeira sílaba já pertence ao passado».

Wislawa Szymborska

Legenda:design de Maria João Lima, tirado daqui.

OLHAR AS CAPAS


 O Que a Chama Iluminou

Afonso Cruz

Capa: Maria João Lima

Companhia das Letras Lisboa, Dezembro 2024

Começa aqui uma viagem sobre o fim, nas múltiplas formas de que ele se reveste e como se impõe. Tudo acaba a todo o instante, ou, como escreveu Wislawa Szymborska, «quando pronuncio a palavra Futuro, / a primeira sílaba já pertence ao passado»; do mesmo modo que existe uma natalidade presente em todas as coisas, um recomeço constante, assim o surgimento de algo novo implica perda, deixar de ser o que era. E, no meio dessa perda, da transformação em nada face ao tudo, para usar a formulação de Pascal, há sempre um nascimento. Essa simultaneidade é inerente a todos os fenómenos. O tempo é luto, pois empurra constantemente com uma mão — para um passado inacessível — tudo o que foi criado, mas é também celebração, na medida em que cria com a outra. Trata-se de dois movimentos, mas apenas na aparência: analisados atentamente, reduzem-se a um fenómeno. Por isso, encontramos sempre uma forma de contradição quando pensamos nesta coreografia de dois rostos: por vezes, a perda imensurável, outras, a surpresa da criação e metamorfose; por vezes, estamos perante o abismo da extinção, outras, a contemplar um campo de girassóis ou a ouvir a voz de Chavela Vargas cantar os dois beijos que leva na alma: «el último de mi madre y el primero que te di». Morte e vida, o último e o primeiro. Se neste livro pretendo falar do fim, dele será sempre indissociável o início. Há ainda uma terceira face, que tantas vezes passa despercebida, porque emerge em diferentes manifestações: a transformação do mundo em narrativa, em representação, em memória, em arte, em algo que, não sendo a própria coisa, é a sua dimensão depurada ou destilada. 

À LUPA


 O genocida Netanyahu anuncia ao mundo que, por completo, quer tomar Gaza.

Lido no editorial do Público de hoje:
«A conferência de imprensa do primeiro-ministro israelita, neste domingo ao início da tarde, é a declaração mais clara que Benjamin Netanyahu fez nos últimos tempos sobre as suas intenções e a prova de que estamos hoje muito longe dos Acordos de Oslo, entre Yasser Arafat e Yitzhak Rabin.
Há mais de 30 anos, na Noruega e sob a mediação dos Estados Unidos, chegou-se a uma solução que apontava para um processo de paz com vista, entre outras coisas, à criação de um Estado palestiniano. Na realidade, o acordo que tanto custou àqueles dois homens (a Rabin custou-lhe a vida), acabou por ser sucessivamente desrespeitado por líderes de uma e de outra parte.»

Às voltas com os diversos Diários da Biblioteca da Casa, para preencher o «Neste Dia», percorro Diário de Mário Sacramento. Em conversa com um amigo, a propósito da Guerra do Vietnam, escreve em 1968:

«Não pode ser patriota quem oprime outras pátrias».

NESTE DIA


Roger Vailland deixou mais de duas mil páginas inéditas: esboços de romances, de novelas, ou de peças de teatro, notas para ensaios, e também correspondência e diário íntimo. Estas páginas estão reunidas em dois volumes, edição das Publicações Europa-América - «Eis Vailland visto de dentro nos seus diversos tempos…», coloca a editora na capa do 1º volume de Escritos Íntimos:

Neste dia, do ano de 1943, troam pela Europa os canhões e Vailland escreve:

OUTRA CANÇÃO

Com as quatro folhas
dos trevos de verão
farei uma casa
sem portas sem janelas
para te esconder.
Farei um rio
de sombra onde dormir
contigo nos olhos.
Para não morrer.


Eugénio de Andrade em Poesia

domingo, 10 de agosto de 2025

SUBLINHADOS SARAMAGUIANOS


O maior número das casas em que viveu com os pais, quartos alugados, diga-se, talvez uma dezenas situavam-se na Rua Morais Soares, Rua Carrilho Videira, Rua Sabino de Sousa, Rua Heróis de Quionga, Rua Padre Sena de Freitas, (« quando principiou a guerra civil espanhola era aí que residíamos»),Rua Carlos Ribeiro («tinha eu 22 anos quando saí para casar com a Ilda Reis»)

«Lembro-me de dormir no chão, no quarto dos meus pais»

A primeira escola que frequentou foi na Rua Martens Ferrão.

É aqui que se descobre, face à certidão de nascimento, que o rapazito não se chama José de Sousa mas sim José de Sousa Saramago.

Tal como se pode ler em As Pequena Memórias:

«Que esse Saramago não era um apelido do lado paterno, mas sim a alcunha por que a família era conhecida na aldeia. Que indo o meu pai a declarar no Registo Civil da Golegã o nascimento do seu segundo filho, sucedeu que o funcionário (chamado ele Silvino) estava bêbado (por despeito disso o acusaria sempre o meu pai) e que, sob os efeitos do álcool e sem que ninguém se tivesse apercebido  da onomástica fraude, decidiu por conta e risco acrescentar Saramago ao lacónico José de Sousa que o meu pai pretendia que eu fosse.»

E chegamos à Escola Primária do Largo do Leão, para onde José Saramago foi transferido depois de passar a primeira classe na escola da Rua Martens Ferrão. Curiosamente, também na Escola do largo do Leão, andou José Cardoso Pires.

Mas voltemos aos testemunhos das Pequenas  Memórias.

José Saramago não consegue recordar o nome próprio do director da escola, apenas o raro apelido de Vairinho (hoje


À LUPA


 A Lupa demora-se a ler alguns textos sobre os ataques aos trabalhadores imigrantes, onde ressalta aquela gente que se gangueniza «naquela coisa» e com o nosso primeiro-ministro rural a correr atrás, sem ninguém perceber com que fim faz essa corrida.

Por aqui temos um Ventura como o protagonista-mor «daquela coisa», as velhas dizem que é um bonitão. Em alguma Europa as novas ‘influencers’ da ultradireita são rostos femininos que promovem a extrema-direita, branquelas, olhos azuis e explicam, online, o papel que a mulher deve ocupar para “salvar o ocidente”. As mensagens anti-imigração, religiosas e supremacistas estão sempre presentes.

Do editorial do Público de hoje, assinado por David Pontes

«A tentação dos partidos sociais-democratas de seguirem as narrativas mais extremas em questões como a imigração ou segurança é uma constante, mesmo que a estratégia se tenha mostrado, persistentemente, ineficaz na tentativa de suster o crescimento dos populistas radicais. Basta olhar para os resultados de um ano de governação de Keir Starmer, no Reino Unido. É a direita que cresce e os trabalhistas que se dividem.

Mas a maior cegueira política é fazê-lo num país que registou um novo máximo histórico no número de empregos e onde continua a faltar mão-de-obra, para áreas essenciais como a saúde, a construção civil ou as obras públicas. A vontade de dotar Portugal de um dos regimes mais restritivos na atribuição da nacionalidade pode soar bem à turba, mas mesmo que o país e a economia se consigam adaptar a menos imigrantes, como vaticinou o ministro Leitão Amaro, não o fará sem dor e danos profundos. Talvez os Estados Unidos, fonte de tanta inspiração política, nos venham a mostrar antecipadamente o resultado que podem ter estas políticas nativistas.»

NESTE DIA


 No ano de 1999, João César Monteiro concebe um pequeníssimo diário parisiense. Dizia a si mesmo, e a quem o queria ouvir, que num qualquer dia estaria morto, com um cigarro na beiça e sem dever nada a ninguém. Recorda sempre um tal de Musil que é preciso viver em humor e desespero.

Neste dia, que é uma terça-feira, escreve:


Legenda: tem, para os lados de Marvila, uma rua.

EM BUSCA DE FLORES AZUIS NO DESERTO

«Cerca de vinte países árabes e muçulmanos condenaram este sábado, 9 de agosto, o plano israelita de tomar o controlo da cidade de Gaza, considerando-o uma "escalada perigosa".

Numa declaração conjunta, esses países, entre os quais o Egito, a Arábia Saudita e a Turquia, acusam o plano israelita, aprovado na noite de quinta para sexta-feira pelo governo de Israel, de constituir "uma violação flagrante do direito internacional e uma tentativa de consolidar a ocupação ilegal e impor um facto consumado".

A Autoridade Palestiniana pediu na sexta-feira uma reunião extraordinária e urgente da Liga dos Estados Árabes, na sequência da decisão de Israel de expandir a ofensiva e assumir o controlo da cidade de Gaza.

A reunião de urgência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, no seguimento dos planos israelitas de ocupação da principal cidade da Faixa de Gaza, foi reagendada para este domingo.»

Fonte: Diário de Notícias

DITOS & REDITOS

 

Aprende-se a escrever, lendo e escrevendo.

Voltar aonde nunca se esteve.

A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina.

A elegância do adeus.

Feliz o homem que tudo quanto faz em bem se torna.

Antes de ver na morte adormecidos os meus olhos.

A beleza não elimina a tragédia, torna-a suportável.

Não mexas no passado. 

sábado, 9 de agosto de 2025

POSTAIS SEM SELO


O intelectual é quem em nome da inteligência e da cultura resiste. Mas não esqueçamos que muitos outros resistem sem serem intelectuais.

Jorge de Sena.

Legenda: Salvador Allende